O medo de assistir aos pênaltis: comportamento comum em Copas tem explicação científica
Publicado em 27 de maio de 2026 às 16:44
Por Luiz Eugênio de Castro | Reality show, redes sociais e TV
Leonino apaixonado por entretenimento e cultura pop! Filho legítimo de Britney Spears e obcecado pela Anitta, claro!
Psicóloga explica por que disputas por pênaltis provocam ansiedade, suor, tensão e até medo físico em milhões de torcedores durante a Copa!
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A cena se repete praticamente a cada Copa do Mundo: o juiz apita, começa a disputa por pênaltis e, de repente, muita gente simplesmente não consegue olhar para a televisão. Uns saem da sala, outros vão para a cozinha “pegar água”, escondem o rosto com a camisa da seleção ou preferem acompanhar o resultado apenas pelos gritos da vizinhança. 

Em tempos de Mundial, o comportamento vira um verdadeiro ritual coletivo e, segundo a psicologia, existe uma explicação científica por trás disso! Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, que acontecerá nos Estados Unidos, México e Canadá, a expectativa dos torcedores volta a crescer junto com as emoções que costumam transformar o torneio em um fenômeno além do esporte. 

Psicóloga explica medo de assistir aos pênalits na Copa do Mundo

E poucas situações despertam tanta tensão quanto os pênaltis... Segundo Daniela Pereira, psicóloga clínica (CRP: 09/014487), o cérebro interpreta aquele momento como uma verdadeira ameaça emocional.

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“Durante disputas de pênaltis, principalmente na Copa do Mundo – quando a família está toda reunida para assistir aos jogos – esse comportamento acontece porque o cérebro interpreta a situação de alta tensão como uma ameaça emocional. O cérebro fica, literalmente, com medo”, explica em entrevista ao Purepeople Brasil.

A especialista afirma que o desconforto surge principalmente da combinação entre expectativa, apego emocional e falta de controle sobre o resultado.

“Nos pênaltis, existe uma grande expectativa, o medo de o jogador errar a cobrança e, principalmente, uma total falta de controle por parte de quem está assistindo. Muitas pessoas desviam o olhar, saem da sala, evitam assistir ou vão para a cozinha e o banheiro como uma forma inconsciente de reduzir essa ansiedade”, acrescenta.

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O corpo reage como se estivesse diante de um perigo

Mesmo sabendo racionalmente que se trata apenas de futebol, o organismo costuma responder de forma intensa durante momentos decisivos. Coração acelerado, suor nas mãos, respiração curta e tensão muscular são algumas das reações mais comuns relatadas por torcedores durante disputas eliminatórias.

“Em momentos de alta tensão esportiva, como num pênalti, o corpo entra em estado de alerta. O cérebro libera substâncias como adrenalina e cortisol, que são hormônios ligados ao estresse. Por isso, aparecem reações físicas muito comuns, como coração acelerado, suor, tensão muscular, respiração curta, mãos frias e aquele famoso ‘frio na barriga’. Tudo isso é considerado esperado”, afirma Daniela.

Segundo ela, o cérebro humano não responde apenas ao que é racionalmente importante, mas ao que possui significado emocional profundo. E é justamente aí que o futebol entra.

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“O futebol envolve identidade, pertencimento, conexão social e memória afetiva. Muitas vezes, a pessoa está ali torcendo com o pai, com a mãe ou com irmãos, o que acaba virando um momento familiar ou de amigos, criando um vínculo afetivo direto com aquele time ou seleção”, explica. Esse vínculo emocional ajuda a explicar por que partidas de Copa do Mundo costumam parecer mais intensas do que qualquer outro campeonato!

Por que a Copa do Mundo mexe tanto com as pessoas?

Mais do que um torneio esportivo, a Copa costuma funcionar como um marco emocional coletivo. As ruas decoradas, os encontros em família, os álbuns de figurinhas, os memes, os bolões e até os “looks da sorte” ajudam a criar uma atmosfera afetiva que atravessa gerações.

“Uma disputa de pênaltis vai ser emocionalmente muito mais forte durante a Copa do Mundo porque o torneio vai muito além do futebol. A Copa ativa sentimentos profundos de identidade coletiva: naquele momento, não existem times separados, existe apenas a seleção daquele país jogando”, destaca a psicóloga.

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Segundo Daniela, o Mundial também desperta lembranças afetivas importantes. “Muitas pessoas lembram de suas infâncias, da família reunida, das comemorações com amigos e de momentos marcantes da própria vida atrelados às épocas de Copa. Algumas recordam do nascimento de filhos ou de grandes acontecimentos familiares que coincidiram com o Mundial”, diz.

É justamente essa soma de emoções que transforma os pênaltis em uma experiência quase insuportável para alguns torcedores. “Durante os pênaltis, toda essa carga emocional e histórica fica concentrada em poucos minutos. Existe a sensação nítida de que o país inteiro está vivendo e dividindo a mesma emoção, o que eleva a intensidade do momento ao máximo”, completa.

Roupas da sorte, promessas e manias têm explicação psicológica

Em época de Copa, também se tornam comuns os chamados “rituais” dos torcedores. Vale sentar sempre no mesmo lugar, usar determinada camisa, repetir hábitos específicos ou até evitar olhar para a televisão no momento da cobrança...

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De acordo com Daniela, esses comportamentos funcionam como uma tentativa simbólica de recuperar o controle emocional. “Esses rituais funcionam como uma tentativa de aliviar a ansiedade e de recuperar alguma sensação de controle, já que, em uma disputa de pênaltis, a pessoa perde completamente o domínio sobre as emoções e o resultado”, afirma.

A especialista explica que, mesmo sem efeito real sobre o jogo, essas atitudes ajudam emocionalmente quem está assistindo. “Mesmo sabendo, de forma totalmente racional, que usar uma roupa específica, mudar de lugar no sofá ou fazer uma promessa não alterará em nada o rumo da bola, emocionalmente esses comportamentos ajudam a pessoa a se sentir mais confortável”, pontua.

Por que derrotas em Copas ficam marcadas para sempre?

Se algumas partidas entram para a história do futebol, outras acabam ficando registradas também na memória afetiva de milhões de pessoas. E não apenas pelo resultado. “Muitos não se lembram apenas do placar final; eles se lembram exatamente de onde estavam, com quem assistiram e o que sentiram naquele minuto”, explica Daniela.

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Segundo a psicóloga, isso acontece porque emoções intensas ajudam o cérebro a consolidar memórias com mais força. “Momentos esportivos carregam um gigantesco poder emocional porque as emoções intensas funcionam como um fixador de memória. É como se elas cravassem um marco inesquecível na mente das pessoas”, afirma.

Com a chegada da Copa do Mundo de 2026, a tendência é que antigos rituais, superstições e emoções coletivas reapareçam mais uma vez, especialmente quando a bola parar na marca do pênalti!

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