Entre tantos lançamentos da Netflix, que mês após mês coleciona sucessos que ficam na boca do público, alguns doramas acabam passando com menos destaque do que deveriam. Este é o caso de 'The Trunk', um k-drama lançado em 2024 e que caiu no esquecimento rápido demais.
Mesmo com nomes fortes no elenco, incluindo Gong Yoo (Goblin) e Seo Hyun-jin (Dr. Romântico), e uma proposta diferente dentro do gênero romance, a série não teve a mesma repercussão de outros títulos clichês da mesma época, como 'Quando o Telefone Toca', por exemplo.
A trama começa a partir de um conceito pouco comum. A personagem Noh In-ji, interpretada por Seo Hyun-jin, trabalha em uma empresa chamada NM, especializada em organizar casamentos por contrato com duração limitada. Dentro desse sistema, relações são formalizadas por um período específico, com regras definidas e sem a ideia tradicional de casamento permanente.
Ao mesmo tempo, conhecemos Han Jeong-won, vivido por Gong Yoo, um produtor musical que lida com solidão e traumas pessoais. Ele entra nesse tipo de casamento por contrato em um momento de instabilidade emocional, buscando uma forma de reorganizar a própria vida após experiências anteriores mal resolvidas.
A história dos dois se cruza quando o rapaz busca a empresa em busca de uma noiva, mas o dorama evolui de apenas um romance para uma série com um suspense iminente, especialmente quando um baú misterioso é encontrado em um lago e revela uma rede de segredos ligados à empresa NM e às pessoas envolvidas nesse sistema.
'The Trunk' tem oito episódios e aposta em uma história que te deixa cada vez mais enfeitiçado pelos segredos dos seus personagens, tudo isso enquanto um romance se desenvolve aos poucos. Porém, o elemento investigativo é um dos motores da história, principalmente após a introdução do baú e das conexões que ele revela.
Apesar do elenco conhecido e da proposta diferente, 'The Trunk' não teve o mesmo impacto de outros doramas da Netflix de grande sucesso. Mesmo assim, vale a pena revisitar essa história que o público esqueceu cedo demais – o que, cá entre nós, é uma grande injustiça.