A visita do rei Charles III, atualmente em tratamento de um câncer, aos Estados Unidos, está viralizando nas redes sociais por motivos bem inusitados. No país, o monarca se encontrou com Donald Trump em alguns compromissos, mas suas declarações - e provocações - não passaram despercebidos.
Ao longo da passagem por Washington, Charles III fez questão de reforçar a aliança entre os dois países e, embora tenha sido 'atropelado' por Donald Trump enquanto cumprimentava algumas pessoas, ainda fez algumas brincadeiras no sentido de 'cultivar' a amizade do presidente dos EUA.
Entre os momentos que mais deram o que falar na web, esteve um em que Charles, que vem sendo pressionado a agir contra Meghan Markle, afirmou que, se os britânicos não tivessem existido séculos atrás, muitos americanos talvez falassem francês hoje. Em outro, ele também comparou a Ala Leste da Casa Branca ao Palácio de Buckingham.
Nem só de provocações foi feita a visita de Charles III aos Estados Unidos. Com um quadro de saúde mais delicado, o pai de William e Harry também presenteou Donald Trump com um sino original do HMS Trump, navio da Segunda Guerra Mundial.
Ao apresentar o objeto, Charles ainda fez uma brincadeira ao dizer que, se Trump algum dia precisasse dos aliados britânicos, bastaria chamá-los.
A forma como Charles se comportou diante de Trump levou o historiador e biógrafo Sir Anthony Seldon a fazer uma leitura política sobre a visita aos EUA. Segundo o especialista, o monarca conseguiu se posicionar com firmeza perante o imprevisível Donald, mas também sem ganhar sua antipatia.
"Com um presidente conhecido por sua imprevisibilidade e recém-saído de uma tentativa de assassinato, o Rei conseguiu desferir golpe após golpe sutil em um presidente sorridente, defendendo a Ucrânia, a Otan, as mudanças climáticas, a Marinha Real e os limites da autoridade presidencial", disse Anthony Seldon à BBC.