Se você é do tipo que não sai de casa sem dar aquela borrifada estratégica no pescoço ou no pulso, já deve ter escutado uma série de “verdades absolutas” sobre fragrâncias. O perfume faz parte do estilo, da imagem e até do nosso poder de sedução. Mas, junto com esse universo apaixonante, também surgem muitos mitos.
Nós do Purepeople reunimos as crenças mais comuns sobre perfumes que, na prática, não passam de grandes equívocos. Preparada para descobrir o que é fato e o que é pura conversa?
Muita gente acredita que quanto mais caro o perfume, melhor ele será. Mas não é bem assim. O valor não determina se a fragrância vai combinar com você. Às vezes, aquele lançamento caríssimo da moda não funciona na sua pele, enquanto um perfume mais acessível cai como uma luva.
O preço final envolve embalagem, frasco, investimento em publicidade e até o volume de produção. No caso da perfumaria de nicho, por exemplo, o custo costuma ser maior porque a produção é menor e a compra de matérias-primas acontece em pequena escala.
Outro mito clássico. A fixação não define qualidade. Cada fragrância é composta por ingredientes que evaporam em velocidades diferentes. Se a fórmula tem mais notas voláteis, como cítricas e aquáticas, ela tende a durar menos. Isso não significa que seja inferior.
Perfumes com notas de almíscar, âmbar, madeira e resinas costumam ter maior durabilidade. Já os florais leves e cítricos são mais delicados e evaporam mais rápido.
Embora exista prazo de validade na embalagem, muitos perfumes podem durar décadas se armazenados corretamente. Fragrâncias vintage são disputadas por colecionadores, mesmo após anos fora de linha.
O segredo está na conservação. Luz solar, umidade e variações de temperatura prejudicam o produto. Guardar o frasco dentro da própria caixa, em local escuro e seco, é o ideal. E claro, se o líquido mudar de cheiro ou ficar turvo, melhor não usar.
Não. A qualidade é a mesma. O que muda é a forma como sentimos o cheiro. Na loja, geralmente aplicamos na fita de papel, mas na pele a fragrância se comporta de outro jeito. Por isso, o ideal é testar no pulso ou na dobra do cotovelo e observar ao longo do dia.
Esse é um erro comum. Termos como “Eau de Cologne”, “Eau de Toilette”, “Eau de Parfum” e “Parfum” indicam apenas a concentração da essência, não o gênero de quem usa.
A água de colônia tem entre 2% e 5% de concentração aromática. A “Eau de Toilette” varia de 5% a 15%. Já a “Eau de Parfum” pode ter de 10% a 20%, enquanto o “Parfum” chega a 40%.
Não necessariamente. A maioria dos perfumes modernos mistura componentes naturais e sintéticos. Ambos são ferramentas nas mãos do perfumista. Há casos, como o do lírio do vale, cujo aroma é recriado artificialmente porque não é possível extrair óleo essencial da planta.
Além disso, substâncias como o âmbar cinza têm restrições em países da União Europeia, Austrália e Estados Unidos.
Não. As fragrâncias vendidas em áreas livres de impostos são as mesmas encontradas em lojas tradicionais. O cuidado deve ser redobrado apenas em lojas desconhecidas ou preços muito abaixo do mercado.
É uma forma, mas não a única. Aplicar nos pontos de pulsação, como atrás das orelhas, nos punhos e na dobra dos cotovelos, ajuda na projeção do aroma. E esfregar os pulsos não “estraga” o perfume, como muitos dizem.
Também não. O perfume pode ser usado nos cabelos, lenços e roupas, desde que se evite tecidos brancos para não manchar.
Essa ideia ficou no passado. Hoje, a tendência é ter uma pequena coleção para diferentes momentos: trabalho, encontros, dias quentes ou noites frias.