Deolane Bezerra segue presa após passar por audiência de custódia no fim da tarde desta quinta-feira (21). Foi a terceira prisão da influenciadora e advogada desde setembro de 2024 e agora sob acusação de integrar a maior facção criminosa do país e receber dinheiro vindo de uma transportadora de fachada.
Viúva de MC Kevin, Deolane esteve em Roma, na Itália, por quase um mês: desembarcou na Europa em 26 de abril e voltou ao Brasil na véspera da prisão, que quase se deu no exterior. De acordo com o colunista Fausto Macedo, do jornal "Estado de S.Paulo", o retorno da influenciadora, defendida pela família após ser presa, foi antecipado.
"Creio que tão cedo ela não vai sair da prisão!", sentenciou Lincoln Gakiya, promotor de Justiça e conhecido como "caçador do PCC" .
Segundo o relatório policial, Deolane em suas redes sociais "revela um padrão reiterado de ostentação de bens de alto valor econômico, incompatível, em tese, com a capacidade financeira formalmente declarada, o que se mostra relevante sob a ótica da persecução penal voltada aos crimes de lavagem de capitais e ocultação de patrimônio".
Ainda de acordo com a investigação, tanto a influenciadora quanto o filho "expõem de forma ostensiva um estilo de vida marcado pelo luxo excessivo, consistente na exibição frequente de jóias de elevado valor (cordões, relógios e acessórios de marcas de alto padrão), veículos automotores de luxo, imóveis suntuosos, viagens nacionais e internacionais, festas privadas de grande porte, além de ambientes residenciais com acervo patrimonial expressivo, como closets avaliados em cifras milionárias”.
Proprietária de mansões, carros de luxo milionários, e uma vasta coleção de sapatos e bolsas, e apoiadora de Lula nas últimas eleições, Deolane e suas empresas são acusadas de movimentar R$ 140 milhões apenas entre 2022 e 2024. A Operação Vérnix mirou ainda em Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, número 1 da organização criminosa, entre outras pessoas.