Lucía Prado, psicóloga do trabalho: 'Se todas as manhãs sentimos angústia diante do trabalho, as rotinas não são suficientes. É preciso analisar o que está causando esse mal-estar e de que tipo de apoio ou mudanças precisamos'
Publicado em 21 de outubro de 2026 às 16:13
Siga o Purepeople no Google Adicione-nos às suas fontes preferidas
Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Estresse e desmotivação exigem atenção às condições de trabalho; hábitos individuais ajudam, mas nem sempre resolvem a origem do sofrimento
Veja + após o anúncio

O expediente ainda não começou, mas a cabeça já está na reunião, nas mensagens acumuladas e no prazo que parece impossível de cumprir. Quando essa antecipação vem acompanhada de angústia frequente, organizar melhor a manhã pode ser apenas uma parte da resposta.

Em entrevista ao La Vanguardia, a psicóloga do trabalho Lucía Prado chama a atenção para esse limite:

“Se todas as manhãs sentimos angústia diante do trabalho, as rotinas não são suficientes. É preciso analisar o que está causando esse mal-estar e de que tipo de apoio ou mudanças precisamos”.

Veja + após o anúncio
Um desgaste que merece atenção

A dimensão do problema aparece no relatório State of the Global Workplace 2026, da Gallup: 40% dos trabalhadores entrevistados no mundo disseram ter sentido muito estresse no dia anterior. 

O dado não significa que todo esse sofrimento tenha origem profissional, mas revela quanto ele está presente na vida de quem trabalha.

A Organização Mundial da Saúde identifica sobrecarga, insegurança no emprego e pouco controle sobre as tarefas como riscos à saúde mental. Nesse contexto, tratar o desconforto apenas como falta de disposição pode esconder condições que precisam mudar.

Veja + após o anúncio

Embora pareça um mal dos dias atuais, o sofrimento ligado ao trabalho não começou agora. A discussão, no entanto, ganha urgência quando estar sempre disponível passa a ser confundido com comprometimento.

Veja também
A poderosa lição de Bruna Marquezine sobre dificuldade ao separar vida pessoal e profissional: ‘Pela 1ª vez, trabalho ocupa o lugar do trabalho’; psicóloga explica: 'É como se a pessoa deixasse de reconhecer quem é'
Cuidar de si também exige apoio

Prado distingue desmotivação de estresse: o desinteresse também pode nascer do tédio, da falta de reconhecimento ou da perda de sentido nas atividades.

Fazer pausas e estabelecer prioridades pode ajudar. Mas essas práticas perdem força quando a carga permanece inviável ou descansar provoca culpa. 

Veja + após o anúncio

Conversar sobre prazos, recursos e limites faz parte do cuidado, assim como buscar apoio profissional quando o sofrimento persiste.

A pergunta, portanto, vai além de como enfrentar melhor a segunda-feira: o que precisa mudar para que trabalhar deixe de ser uma fonte constante de angústia?

Últimas Notícias
Últimas Notícias
Tendências
Todos os famosos
Top notícias da semana