O Príncipe William segue despertando curiosidade muito além da posição que ocupa na monarquia britânica.
Aos 44 anos, completados neste domingo, 21 de junho, o filho mais velho do então príncipe Charles com a inesquecível Princesa Diana cresceu sob os holofotes, mas acabou desenvolvendo hábitos e interesses que fazem muita gente enxergá-lo como alguém 'gente como a gente'.
Entre paixão por esportes, lembranças emocionantes da mãe e curiosidades pouco conhecidas, o príncipe construiu uma imagem mais próxima do público ao longo dos anos.
Uma das primeiras quebras de protocolo envolvendo William aconteceu logo no nascimento. Ele foi o primeiro herdeiro direto do trono britânico a nascer em um hospital.
Até então, os membros da família real costumavam nascer em residências oficiais da monarquia. William veio ao mundo na famosa ala Lindo Wing, do St Mary’s Hospital, em Londres, o mesmo local escolhido anos depois para o nascimento de seus filhos com Kate Middleton.
Em tempos de Copa do Mundo, outra característica chama atenção: William é apaixonado por futebol. O príncipe acompanha campeonatos, demonstra conhecimento sobre o esporte e frequentemente aparece em eventos ligados ao tema. Mas a lista de hobbies esportivos vai muito além.
Ele também gosta de polo, surfe, tênis, ski, hockey, golfe, canoagem e cavalgadas. O esporte, aliás, sempre teve papel importante em sua rotina, tanto pela disciplina quanto pelo contato com atividades ao ar livre.
William também tem formação universitária. Em 2001, ingressou na University of St Andrews inicialmente no curso de História da Arte. Mais tarde, decidiu mudar para Geografia, área em que se formou oficialmente em 2005.
Outra curiosidade é que ele tem uma marca na testa que próprio apelidou de 'cicatriz de Harry Potter'. Ele a adquir aos 13 anos, quando foi atingido acidentalmente no rosto por um taco de gole.
Mas talvez o aspecto que mais aproxime o príncipe das pessoas comuns seja sua sensibilidade diante das dores e desigualdades sociais.
Mesmo pertencendo à realeza, William costuma falar abertamente sobre emoções, vulnerabilidades e sobre o impacto da morte da mãe em sua vida. Em depoimento ao documentário 'Prince William: We Can End Homelessness', ele relembrou uma experiência marcante vivida ainda criança ao lado de Diana.
"Minha mãe me levou ao The Passage, eu e o Harry. Eu devia ter 11 anos na época, talvez 10. Eu nunca tinha ido a um lugar assim antes, e eu estava um pouco ansioso sobre o que encontraria. Eu lembro de ter algumas boas conversas, jogado xadrez, batido papo e foi quando entendi meus privilégios, percebi que havia outras pessoas que não tinham a mesma vida que eu. Sabe, quando você é bem pequeno, você só pensa que a vida é o que você vê na sua frente e você realmente não tem noção de olhar para outro lugar”
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Na sequência, William ainda destacou a habilidade que Diana tinha de fazer qualquer ambiente parecer acolhedor.
"Minha mãe fazia o que sempre fazia, fazendo todo mundo se sentir relaxado, rindo e brincando com todo mundo", lembrou o príncipe. "Eu me lembro de pensar na época, 'Bem, se as pessoas não têm um lar, vão ficar muito tristes’. Mas era incrível o quanto era feliz aquele ambiente”.
Apesar da postura firme diante do público, William nunca escondeu a dor pela perda precoce da mãe, morta tragicamente quando ele tinha apenas 15 anos.
“Realmente não existe. É como um terremoto que acabou de atravessar a casa e a sua vida e tudo mais. Sua mente está completamente dividida.”