Uma das mais famosas socialites do Brasil, Narcisa Tamborindeguy completa 60 anos neste domingo (25). Proprietária de um apartamento milionário no icônico edifício Chopin, em Copacabana, área nobre do Rio, a ex-mulher de Boninho, com quem se casou em junho de 1983, a jornalista e participante do "Mulheres Ricas" lançou em 2000 o seu livro de memórias "Ai que Loucura!".
Na publicação, Narcisa lembra briga com o diretor de TV, que lhe mandou para a China (ela como resposta viajou para o país asiático), sua primeira relação sexual (com o próprio Boninho, a quem chamou de "pai ausente" décadas mais tarde), quando se trancou em banheiro de delegacia de polícia do Rio, e de quando velou um amigo bilionário na Europa morto após overdose.
O que poucos sabem é a "novela" na qual o livro de Narcisa rendeu antes de chegar às livrarias e bancas - foi lançado pela Editora Caras. Mas o Purepeople volta a fevereiro de 2000 para te contar os detalhes.
"Um sujeito queria mudar tudo. Aí preferi comprá-lo de volta", afirmou a socialite ao jornal "O Globo". Confira!
A versão original do livro somava nada mais e nada menos do que 116 páginas e foi descrito como um "guia de viagem", "memórias", "crônica do high-society", "pregação religiosa" e "manifesto contra as drogas", além de ser "auto-ajuda" e "manual de elegância", sem contar o "compêndio filosófico".
Mas, qual foi o problema? No fim de 1999, Rose Marie Muraro era quem comandava a Rose dos Tempos, grupo ligado à Record, não a emissora de TV e sim o grupo editorial. Acontece na virada para o ano 2000, Rose Marie foi desligada e o contrato, rescindido.
Com isso, Narcisa pegou de volta os direitos e devolveu os R$ 6 mil que havia recebido para o livro ser lançado. "A Rose me abandonou e um sujeito com a voz mole me dizia, no telefone que o livro tinha entrado na fila. E aí queria mudar tudo. Aí preferi comprá-lo de volta", explicou a respeito da biografia escrita ao longo de um ano nas madrugadas em claro.
Na época, a diretora-editorial da Record, Luciana Villas-Boas contou que o livro estava fora das expectativas do grupo e chamou de elegante a atitude de Narcisa em devolver o valor que havia recebido. Já Rose Marie lembrou que àquela altura havia editado 1.600 livros e destacou a fala ao inconsciente de forma direta da socialite famosa.
Mãe de Narcisa, Alice Tamborindeguy saiu em defesa da filha, então estudante de Jornalismo e com sonho de subir o morro e ter um programa de TV (a nanica CNT). "Veio uma senhora aqui querendo modificar o livro. Eu disse: 'minha senhora, se quiser modificar o livro, faça um livro a senhora mesma, porque o da minha filha não vai modificar não. Acharam o livro mamão-com-açúcar, queriam pôr uma coisa de louco", disparou.
Já Narcisa definiu o livro do melhor jeito Narcisa de ser. "Parece que passou uma metralhadora na minha cabeça e fui escrevendo tudo: bobagem, loucura, aventura. É um livro profundo, em tópicos, fácil de ler e verdadeiro com seu coração", classificou.