Preso na Bahia 23 anos depois, Sérgio Nahas forjou a morte da esposa, a estilista Fernanda Orfali, após cruel assassinato em closet; recorde o crime que chocou o Brasil
Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 13:25
Por Matheus Queiroz | Notícias dos famosos, TV e reality show
Jornalista por vocação, apaixonado por música, colecionador de CDs e neto perdido de Rita Lee.
Sergio Nahas matou a esposa em 2002, mas só teve uma condenação definitiva no ano passado e estava foragido desde então.
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O empresário Sérgio Nahas foi preso no último sábado (17) na Praia do Forte, destino turístico da Bahia, 23 anos após assassinar a esposa, a estilista Fernanda Orfali. Ele estava foragido desde o ano passado, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou a cumprir pena de 8 anos e 2 meses em regime fechado. As informações a seguir são do Jornal do Correio.

Fernanda tinha 28 anos e estava casada há apenas seis meses com Sérgio. Ela foi morta com um tiro no peito que atingiu seu coração. O crime aconteceu no apartamento onde eles moravam em um bairro nobre de São Paulo.

A defesa de Sérgio tentou emplacar a teoria de que Fernanda havia tirado a própria vida e sofria de depressão. O empresário alegou que ouviu um disparo vindo do closet e encontrou a esposa já morta.

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No entanto, essa linha narrativa foi facilmente desmentida nas investigações. Fernanda não tinha vestígios de pólvoras nas mãos, mas a perícia encontrou pólvora em uma camisa de Sérgio que estava escondida na cama.

O Ministério Público aponta que Fernanda teria descoberto que o marido mantinha relações extraconjugais com travestis, frequentava orgias e fazia uso de cocaína. Além disso, ele estaria preocupado com a partilha de bens caso ela entrasse com um pedido de divórcio. Esses conflitos conjugais teriam motivado o assassinato.

Minutos antes de ser morta, Fernanda ligou para o irmão, Júlio Orfali, e pediu socorro. Ela teria se trancado no closet para fugir de Sérgio, que arrombou a porta e, em seguida, disparou dois tiros contra a estilista. Segundo a perícia, o primeiro disparou acertou o coração e o segundo saiu pela janela do imóvel.

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Os quatro irmãos de Fernanda foram até o apartamento na tentativa de resgatá-la, mas a estilista já havia sido baleada quando chegaram. 

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Sérgio foi julgado apenas em 2018, 16 anos depois do crime. Ele foi condenado a sete anos de prisão em regime semiaberto. O Tribunal do Júri classificou o crime como homicídio simples, sem qualificadoras. Com respaldo do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do STF, o Ministério Público recorreu e conseguiu a elevação da pena para 8 anos e 2 meses em regime fechado.

Sérgio passou dois períodos curtos na cadeia. Depois do crime, ficou preso por 37 dias por porte ilegal de armas. Em 2004, dois anos depois, foi detido por uma suspeita de tentativa de fuga para a Suiça. Após esses dois casos, foram quase 22 anos em liberdade. 

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Sérgio foi preso após ser identificado por câmera de reconhecimento facial. Segundo sua defesa, ele residia na Bahia desde o ano passado. Em depoimento ao jornal Estadão, o irmão de Fernanda comemorou a captura do assassino. “Foi uma luta muito dolorosa porque, em um crime como esse, o culpado demorou 23 anos e meio para pagar, e com uma pena ridícula. Mesmo que seja pouco tempo, ele vai pagar por uma destruição de uma família. Essa é uma cicatriz eterna.”

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