Os novos comentários preconceituosos levaram Ratinho a ser investigado, mais uma vez, pelo Ministério Público de São Paulo. Na semana passada (6), em seu programa no SBT, do qual é contratado desde 1998, Carlos Massa se disse "preocupado" com a exposição de homens se beijando em público.
O comunicador ainda fez uma crítica às novelas que exibem beijo entre pessoas do mesmo sexo. O deputado federal Agripino Magalhães Júnior (MDB) apresentou queixa-crime contra Ratinho, envolvido há dois meses em outra polêmica por condenar a nomeação de Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara.
Na ocasião, o apresentador disse que a psolista "não é mulher" e, dias mais tarde, voltou a atacar Erika, chamando-a de "mal-educada". A ação movida por Magalhães Júnior também cita o SBT e a emissora criada por Silvio Santos (1930-2024) poderá responder por homofobia, relata o colunista Gabriel Vaquer, da "Folha de S.Paulo".
Além do deputado suplente, Sâmia Bonfim, também do PSOL-SP, foi outra parlamentar a pedir uma representação contra o apresentador pelo mesmo motivo. Desde sua chegada à TV, em meados dos anos 1990, Ratinho já se envolveu em diversas polêmicas - a mais grave delas por falas durante o sequestro do irmão de Zezé Di Camargo e Luciano - e viu seu nome e seus programas serem associados à "baixaria" na TV.
Seja por conta das brigas físicas e discussões entre anônimos, pela exibição de pessoas portadoras de doenças raras, e pelas reportagens consideradas "sensacionalistas". No ano passado, Ratinho defendeu a ação policial em comunidade do Rio que deixou mais de 120 mortos, incluindo homens das forças de segurança.