Viradouro é campeã do Carnaval 2026 do RJ: Juliana Paes vence com fantasia INÉDITA da Dolce & Gabbana, após 18 anos longe da avenida
Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 17:44
Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
Juliana Paes faz história no Carnaval 2026: Viradouro campeã, retorno triunfal após 18 anos e fantasia inédita de grife italiana
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A Juliana Paes voltou à avenida em grande estilo e saiu consagrada. A Unidos do Viradouro é a grande campeã do Carnaval 2026 do Rio de Janeiro, resultado anunciado durante a apuração das notas realizada na Cidade do Samba, nesta quarta-feira (18). O título marca não apenas a vitória da escola de Niterói, mas também o retorno da atriz ao posto de Rainha de Bateria após 18 anos longe da avenida.

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Carisma de Ciça que levou a Viradouro ao topo do Carnaval 2026

A escola de Niterói levou para a avenida o enredo “Pra Cima, Ciça”, uma homenagem direta ao seu próprio mestre de bateria, figura fundamental para o retorno da atriz ao posto na escola, transformada em fio condutor do desfile. A proposta conquistou o júri pela forma como conseguiu traduzir, na prática, a força simbólica do personagem.

Durante o desfile, Ciça surgiu inicialmente ao lado da comissão de frente e, em seguida, atravessou a pista para se posicionar junto à bateria Furacão Vermelho e Branco, reforçando o protagonismo da homenagem e emocionando o público na Sapucaí.

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© Getty Images, Wagner Meier
Uma fantasia que vai além do desfile

Pela primeira vez, a Dolce & Gabbana assinou uma fantasia de Carnaval. A criação inédita vestida por Juliana Paes simboliza um movimento estratégico que ultrapassa o espetáculo do samba e insere o Carnaval brasileiro no circuito simbólico do luxo internacional. A parceria foi desenvolvida em colaboração exclusiva com a escola de Niterói e transformou o desfile em um gesto de posicionamento cultural, segundo informações da assessoria.

A fantasia não representou apenas um figurino impactante. Ao associar sua herança estética a uma das maiores manifestações culturais do país, a maison italiana levou para a avenida uma leitura sofisticada do Brasil. O Sambódromo da Marquês de Sapucaí se transformou em vitrine de capital cultural e presença global, ampliando o diálogo entre moda, cultura popular e identidade brasileira.

O Carnaval como território de desejo e narrativa

Para Tamara Lorenzoni, estrategista de marcas com atuação internacional e especialista em mercado de luxo, o movimento confirma uma leitura mais ampla sobre o Carnaval. “O Carnaval coloca o Brasil em estado de visibilidade global. Não como um destino de luxo plenamente consolidado, mas como um território em expansão nesse setor, observado de perto por um público internacional de alto poder aquisitivo”, afirma.

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Segundo a especialista, quando uma casa de moda com legado consolidado decide integrar sua assinatura a uma manifestação popular, ocorre uma transferência simbólica de códigos. “Não se trata apenas de vestir uma celebridade. É uma operação de narrativa. O luxo reconhece no Carnaval brasileiro uma potência estética, cultural e imagética capaz de dialogar com o mundo sem perder singularidade”, analisa.

Um legado que ecoa após o título

Ao vestir Juliana Paes na avenida e celebrar a vitória da Viradouro, a Dolce & Gabbana não apenas criou uma fantasia histórica. Inscreveu seu nome em uma das maiores narrativas culturais do Brasil e reforçou que o Carnaval, quando observado sob uma lente estratégica, é mais do que festa. É desejo, permanência e legado.

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