Em dezembro de 2025, chegou à Netflix uma minissérie de apenas sete episódios imperdível para os fãs de faroeste.
Afinal, em um gênero tão dominado pela testosterona, no qual os homens costumam ocupar os papéis principais, de repente nos deparamos com uma história de matriarcas que apresenta um Velho Oeste mais igualitário.
Estamos falando de “Os Abandonados”, uma produção comandada por Gillian Anderson (“Arquivo X”) e Lena Headey (“Game of Thrones”), na qual ação e violência estão presentes em cada episódio, mas dividem espaço com uma narrativa que nos conquista por completo.
A história nos leva até Washington, na década de 1850, mais precisamente a uma pequena cidade dedicada à pecuária.
É lá que conhecemos Constance Van Ness (Gillian Anderson), uma poderosa matriarca que vem de uma influente dinastia do setor de mineração e busca expandir seu império por meio da jazida de prata que atravessa Jasper Hollow.
O local é um território estratégico, mas está ocupado por várias famílias que se recusam a abandonar suas terras, apesar das pressões econômicas. Isso, é claro, não fará nossa protagonista desistir tão facilmente.
Constance mantém um rígido controle sobre os negócios e a família. Seus três filhos, Willem (Toby Hemingway), Garret (Lucas Till) e Trisha (Aisling Franciosi), também precisam lidar com as consequências do legado familiar que lhes é imposto.
Trisha, no entanto, parece ser a única a questionar constantemente o destino que sua mãe traçou para ela. Por isso, tenta evitar um casamento por conveniência que poderia torná-la infeliz pelo resto da vida.
Sem dúvida, o papel das personagens femininas nessa história é essencial. Elas não são meras coadjuvantes dramáticas dos cavaleiros e cowboys, que normalmente assumem os papéis de maior destaque nessas produções.
Neste faroeste, a ação está garantida, assim como o drama e o ritmo intenso, mas a série também nos permite enxergar outras nuances. Afinal, a trama se sustenta em duas famílias de classes sociais diferentes e profundamente matriarcais.
No fim, “Os Abandonados” consegue fazer algo que nem sempre é fácil no faroeste: manter todos os elementos que fazem o gênero funcionar, mas apresentá-los a partir de uma perspectiva diferente.
Aqui, são as mulheres que comandam a história, disputam poder e lutam para sobreviver em um Velho Oeste onde ninguém parece disposto a ceder.