Planejar ou improvisar? O que a organização de uma viagem revela sobre a personalidade, segundo a psicologia
Publicado em 29 de setembro de 2026 às 18:35
Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Pesquisa com 344 viajantes encontrou uma relação entre a busca por novas experiências e a disposição para deixar parte do roteiro em aberto
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Há quem compre as passagens e, no mesmo dia, já comece a pesquisar restaurantes, trajetos e horários de funcionamento.

Outras pessoas preferem reservar a hospedagem e descobrir o resto quando chegam ao destino. Se os dois tipos de viajante dividem as férias, a diferença pode render algumas negociações.

Mas o que está por trás dessas escolhas?

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Um estudo publicado em 2022 na revista Frontiers in Psychology investigou como a busca por novas sensações se relaciona com o planejamento de viagens. 

Os pesquisadores analisaram as respostas de 344 pessoas na China sobre sua viagem de lazer mais recente, sua percepção dos riscos envolvidos e o uso do celular durante o passeio.

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O que a pesquisa encontrou

Os participantes com maior tendência a buscar experiências novas e estimulantes, em geral, relataram planejar menos detalhes antes de viajar. Já quem percebia mais riscos na viagem tendia a preparar um roteiro com maior antecedência.

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Isso não significa que os mais espontâneos sejam necessariamente descuidados, nem que os planejadores tenham medo de sair de casa. São relações observadas entre características e comportamentos, não regras para cada pessoa.

O celular também entrou nessa história. Entre os participantes que o utilizavam mais para resolver questões da viagem, a associação entre a busca por sensações e um planejamento menos detalhado foi mais forte.

Afinal, poder consultar um mapa, procurar um lugar para comer ou fazer uma reserva durante o passeio muda o quanto é preciso decidir antes de partir.

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Um roteiro não conta a história toda

É tentador olhar para uma planilha de viagem e concluir que seu autor gosta de controlar tudo. Ou ver um roteiro aberto como prova de uma personalidade aventureira.

A pesquisa, porém, não permite tirar conclusões tão definitivas.

Além de ter sido feita com um grupo majoritariamente jovem e com ensino superior, ela registrou associações em um único momento: não demonstrou que um traço de personalidade causa determinado modo de viajar.

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O tipo de destino, os custos e as necessidades de quem vai junto também podem pesar nas decisões.

Talvez a pergunta mais interessante, então, não seja qual dos dois estilos é melhor. É perceber o que faz cada pessoa se sentir à vontade para aproveitar a viagem: saber o que a espera ou deixar espaço para ser surpreendida.

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