A bombástica participação de Virgínia Fonseca na CPI das Bets aconteceu há um ano, mas os bastidores daquele depoimento que parou a internet continuam rendendo! A mais nova faísca foi acesa pela revista piauí no perfil "A tigresa dos algoritmos", que revelou um suposto movimento de emergência do cantor Leonardo para tentar proteger a então nora no Senado.
De acordo com a publicação, o pai de Zé Felipe não ficou de braços cruzados ao ver o nome da influenciadora no centro do furacão das plataformas de apostas online. Preocupado com o rumo da audiência, ele teria pegado o telefone e ligado direto para o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) com um pedido bem claro: que os parlamentares "pegassem leve" com Virginia. Eita!
E a articulação não parou por aí, viu? Sobrou pressão até para a relatora da comissão na época, a senadora Soraya Thronicke. Ela confirmou à revista que ficou sabendo das intenções do cantor, mas cortou as asas do sertanejo logo de cara: "Chegou aos meus encontros que Leonardo poderia querer falar comigo. Disse para ele não perder tempo, porque eu não ia atender".
Toda essa tensão correndo por baixo dos panos contrasta diretamente com a imagem que a empresária tentou passar no dia de seu depoimento. Para quem não lembra, Virginia driblou a multidão no Congresso Nacional com uma aura de total informalidade: apareceu de cara lavada, cabelos soltos e vestindo um moletom preto com a foto da filha Maria Flor e a frase infantil "Floflo biuta". Mas, de informal, a situação não tinha nada.
A convocação de Virginia não foi por acaso. A CPI investigava o impacto devastador das apostas no bolso dos brasileiros e mirava o papel dos grandes influenciadores nessa engrenagem. Dias antes de ficar frente a frente com os senadores, a situação da loira azedou quando a Folha de S. Paulo revelou os detalhes do seu contrato com a Esportes da Sorte.
O documento previa o que passou a ser chamado de "cachê da desgraça alheia": Virginia faturava uma comissão de 30% em cima de tudo o que os seus próprios seguidores perdiam na plataforma.
Na cadeira dos depoimentos, a influenciadora negou veementemente que lucrasse com o azar alheio e garantiu que seu ganho era fixo: "Nunca recebi 1 real a mais do que o contrato de publicidade que fiz por dezoito meses. Era um valor fixo. Se eu dobrasse o lucro, eu receberia 30% a mais da empresa, mas isso não chegou a acontecer".
Se na frente das câmeras o clima terminou leve - com direito ao senador Cleitinho interrompendo a sessão para gravar vídeo tietando a influenciadora para a família -, juridicamente o cenário era de alerta vermelho.
A reconstrução feita pela revista mostra que a equipe de Virginia tratava o caso com extrema cautela. Tanto que ela só pisou no Senado blindada por um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, que garantia seu direito de ficar calada caso fizessem perguntas que pudessem incriminá-la.
Depois do sufoco e do barulho na CPI, Virginia recalculou a rota, mas só um pouquinho. Ela baniu do seu Instagram as publicações dos famosos "jogos do tigrinho" e cassinos online, que vinham sendo massacrados pela opinião pública.
A reportagem ressalta, no entanto, que o afastamento foi mais visual do que real. Virginia continua sendo garota-propaganda de grandes plataformas de apostas esportivas que, no fim das contas, abrigam centenas desses mesmos joguinhos em seus sites.
Toda essa história voltou a explodir após a publicação da reportagem especial da revista, que jogou os holofotes não apenas na CPI, mas também em investigações da Polícia Federal sobre os negócios da empresária. Saiba mais sobre as polêmicas aqui.