Os fãs de "Bridgerton" estão contando os minutos para o lançamento global da segunda parte da quarta temporada que acontece nesta quinta-feira (26), na Netflix às 5h, no horário de Brasília. A expectativa é alta, mas o que realmente tem chamado atenção é a forma como a trama de Francesca Bridgerton (Hannah Dodd) vem corrigindo uma tendência controversa sobre a vida íntima feminina dentro da própria série.
A sexta irmã da família, sempre marcada por seu comportamento mais reservado em comparação aos irmãos intensos e apaixonados, surgiu na primeira temporada com apenas 16 anos. Agora, na quarta fase da história, ela aparece como uma mulher casada, enfrentando conflitos muito mais profundos e delicados. E o Purepeople te explica tudo.
Na terceira temporada, Francesca conheceu John Stirling (Victor Alli), Conde de Kilmartin, e os dois se uniram pelo desejo mútuo de paz e sossego durante a agitada temporada social da alta sociedade. Diferente do ardor de Daphne (Phoebe Dynevor) e Simon (Regé-Jean Page), eternizados pelo "Eu queimo por você", ou da tensão de inimigos que viram amantes como Anthony (Jonathan Bailey) e Kate (Simone Ashley), o relacionamento de Francesca e John é mais sereno, mas não menos verdadeiro.
No entanto, na quarta temporada, surge um impasse. Apesar das frequentes relações conjugais, Francesca não engravida. Observando a postura neutra da esposa durante os momentos íntimos, John sugere que atingir um "ápice", ou seja, um orgasmo, poderia ajudar na concepção. Ele pergunta diretamente se ela está chegando ao seu.
A resposta afirmativa de Francesca esconde uma realidade delicada: ela não faz ideia do que seja esse "ápice".
© Divulgação, Netflix
Determinada a entender o próprio corpo, Francesca inicia uma busca por respostas. Primeiro recorre à mãe, Violet Bridgerton (Ruth Gemmell), que demonstra desconforto e oferece explicações vagas, reflexo de uma criação em que educação sexual praticamente não existiu. Já Penelope, agora casada com Colin, mostra-se muito mais clara ao orientar a amiga.
Com esse novo conhecimento, Francesca decide explorar seu próprio prazer ao lado de John. O que diferencia essa história das anteriores é o cuidado com o consentimento. John reforça que não há pressa, que ela não precisa representar nada e que os dois podem descobrir juntos.
© Divulgação, Netflix
Não é a primeira vez que "Bridgerton" aborda a ingenuidade sexual feminina. O caso mais controverso foi o de Daphne Bridgerton com Simon, quando, ao descobrir o uso do "método de retirada", ela o imobiliza durante uma relação para forçar a ejaculação dentro dela, mesmo não estando confortável com o ato. A cena foi amplamente considerada problemática, já que a situação não é tratada como agressão pela narrativa.
Na terceira temporada, a série voltou ao tema de forma mais cômica com Philippa Featherington (Harriet Cains), que desconhecia completamente a mecânica do ato conjugal e acreditava que o casamento se resumia a beijos apaixonados.
Agora, com Francesca, o tom é completamente diferente. Em vez de usar a falta de informação como choque ou alívio cômico, a narrativa aposta em sensibilidade e diálogo. A dúvida dela não vira escândalo nem piada, vira ponto de partida para crescimento de sua próprias jornada erótica.
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