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Autor de 'Êta Mundo Bom' comenta sucesso do 'cegonho': 'Povo gosta de amor puro'

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Em entrevista ao Purepeople, Walcyr Carrasco revela que público de novela é romântico, mas curte todos os temas

Walcyr Carrasco chega à reta final de "Êta Mundo Bom! " com motivos de sobra para comemorar. Quando a novela das seis chegou ao capítulo 100, o autor deixou a modéstia de lado e reconheceu que a sua trama tinha emplacado. Mas os índices de audiência não param de subir, o que gera expectativa para a cena do último capítulo, no ar em 26 de agosto, em que Mafalda (Camila Queiroz), finalmente, conhecerá o "cegonho".

No lugar do clássico "quem matou?", o público do horário se pergunta quem vencerá a disputa pelo amor de Mafalda (Camila Queiroz ): Romeu (Klebber Toledo ) ou Zé dos Porcos (Anderson Di Rizzi ), os atrapalhados pretendentes da donzela. Para entender o segredo do sucesso de "Êta Mundo Bom", Purepeople bateu um papo exclusivo com Walcyr Carrasco. "Público gosta de todos os temas, sexuais ou não. Gosta de romantismo e amor puro, inclusive", diz.

Purepeople - "Êta Mundo Bom" é um grande sucesso de audiência, assim como aconteceu com "Verdades Secretas " (2015). Que ingredientes não podem faltar nas suas novelas, independentemente do horário em que são exibidas?

Walcyr Carrasco - O que não pode faltar é uma relação íntima, emocional, do autor com sua novela. Eu tenho que me emocionar com meus personagens e rir com eles. Eu acho que o ingrediante essencial é minha própria emoção.

Purepeople - Por que uma novela sua não passa em branco?

Walcyr Carrasco - Não sou tão bom assim, já dei escorregões. Mas eu procuro dar o melhor de mim, como um atleta que inicia uma corrida, e esquece tudo. Entrego-me inteiramente à novela ao ponto de ficar dias sem sair de casa, só para escrever.

Purepeople - Um dos destaques de "Êta Mundo Bom!" é o '"cegonho", que caiu na boca do povo. Como surgiu essa ideia de apelidar o órgão sexual masculino de "cegonho"?

Walcyr Carrasco - Quando eu era criança, realmente aprendi que a cegonha trazia os bebês. E cada vez que alguma vizinha ia ter filho, eu tentava ver a cegonha e sempre me enganavam. Até que descobri as realidades da vida! Mas eu me inspirei nessa tradição. Sinceramente, tinha até medo que ninguém entendesse, porque há décadas ninguém mais fala que a cegonha traz os bebês.

Purepeople - Você adiantou, em entrevista ao "Mais Você ", que a Mafalda (Camila Queiroz) só vai ver o "cegonho" no último capítulo. Vai ser o "cegonho" do Romeu (Klebber Toledo) ou do Zé dos Porcos (Anderson Di Rizzi)?

Walcyr Carrasco - Ah, só mesmo assistindo o último capítulo.

Purepeople - Você sente que a torcida do público é maior para o Romeu ou para o Zé dos Porcos? Você leva em consideração a torcida do telespectador para definir os destinos dos seus personagens?

Walcyr Carrasco - Sinceramente, há várias torcidas. Algumas se expressam pela internet, outras não. São de noveleiras que não costumam participar tanto das redes sociais. Mas eu sempre escrevo e escolho finais de acordo com a minha emoção.

Purepeople - A Sandra (Flávia Alessandra ), que vai virar foragida da polícia nos próximos capítulos, terminará pobre? Talvez a maior punição para uma pessoa tão ambiciosa quanto ela seja ficar pobre, né?

Walcyr Carrasco - Ixi... Acha que eu vou contar o final? Jamais!

Purepeople - Vai ter morte no fim de "Êta Mundo Bom!'"? Quem?

Walcyr Carrasco - Isso é uma afirmação da sua parte. Não concordo nem discordo.

Purepeople - Por que "Êta Mundo Bom!" não tem um personagem declaradamente gay?

Walcyr Carrasco - Eu criei o universo de personagens pensando numa história dos anos 40, com a moral dos anos 40. Na época, um gay nunca era explícito.

Purepeople - Analisando seus últimos trabalhos ("Amor à Vida ", "Verdades Secretas" e "Êta Mundo Bom"), todos têm em comum uma certa temática sexual.O beijo gay, em "Amor à Vida", teve uma aceitação incrível e o "cegonho" é um destaque da novela das seis. Abordar temas 'tabus' em novelas, sejam atuais ou de época, dá audiência?

Walcyr Carrasco - Eu acredito que a audiência ou não resulta de um contato emocional profundo do público com a novela. E para isso eu tenho que ter contato comigo também. Sou sincero comigo mesmo, ao abordar temas tabus. Mas não penso em números. Só em me expressar como artista.

Purepeople - O público gosta de ver e discutir temas ligados a sexo na TV?

Walcyr Carrasco - Sinceramente, eu acho que o público gosta de todos os temas, sexuais ou não. Gosta de romantismo e amor puro, inclusive. Depende de um conjunto: a forma como a gente trata, a interpretação dos atores e em "Êta Mundo Bom!", acima de tudo, da direção magnífica do Jorginho Fernando.

Purepeople - Em "Amor à Vida", houve até torcida pelo beijo gay do Félix (Mateus Solano ), mas surgiu uma campanha contra a cena de sexo de "Liberdade, Liberdade", entre os personagens André (Caio Blat ) e Tolentino (Ricardo Pereira ), antes mesmo que a cena fosse ao ar, em 12 de julho. Você acha que o público ainda não está preparado para ver cenas de sexo entre casais gay?

Walcyr Carrasco - O público está preparado para tudo. Depende da forma como é mostrado. O que há são grupos radicais, contrários a qualquer manifestação artística que envolva avanços no comportamento social. Veja bem, na época de "Êta Mundo Bom!", não havia divórcio, só desquite, durante muito tempo não houve divórcio no Brasil porque diziam que ia destruir a família, e as novelas que tocavam no tema eram censurads pelo governo militar. Hoje temos o divórcio e a família conrtinua mais forte que nunca, mostrando que é uma instituição secular, acima dos pensamentos radicais.

Purepeople - Você sempre tem histórias na "gaveta", prontas para serem exibidas em diversos horários? A sua próxima obra será em que horário?

Walcyr Carrsco - Ainda estou escrevendo "Êta Mundo Bom!". Por enquanto, só adianto o tema do meu próximo livro: "A Vida de São Francisco de Assis".

Purepeople - Se um dia você for chamado para escrever uma temporada de "'Malhação ", você aceitaria o convite? Tem vontade escrever na TV para o público adolescente?

Walcyr Carrasco - Eu tenho muitos livros infanto juvenis, para adolescentes, adotados em sala de aula. São puplicados na maioria pela Editora Moderna, que tem até a "Coleção Walcyr Carrasco". Se tivesse um roteiro com tema adolescente, proporia sim. Mas atualmente não tenho.

Purepeople - Como consegue ter tempo para dar conta de escrever novelas e livros?

Walcyr Carrasco - Eu adoro escrever.

Purepeople - Você tem tempo de curtir o dinheiro que ganha com tanto trabalho?

Walcyr Carrasco - Eu não ganho tanto assim. Tenho uma vida até simples, calma, dentro de casa. Nem vou muito a restaurante. Prefiro até fazer jantar para os amigos, em casa. Eu gasto mesmo é com livros, adoro ler, e gosto de estar a par de tudo que há de novo. Mas minha vida é muito mais simples do que imagina.

Purepeople - Onde você ainda quer chegar? O que falta realizar?

Walcyr Carrasco - Quero continuar escrevendo novelas, livros. E talvez, em breve, uma nova peça de teatro. Também gosto de pintar. Acabando a novela, quero fazer um quadro enorme, que garanto, será impactante.

Purepeople - O que é um mundo bom para você?

Walcyr Carrasco - Viver de acordo com valores positivos. Acredito que a integridade moral, a crença no bem, e também o misticismo (faço parte da Ordem Rosa Cruz Amorc) nos proporcionam um grande sentimento de felicidade. Não sei como alguém que é corrupto, bota mão no dinheiro até da merenda escolar, é capaz de ser feliz. A felicidade para mim não vem da exaltação do ego, da vaidade. Mas da busca da paz interior.

(Por Regiane Jesus)

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