Prestes a completar 41 anos, Avril Lavigne continua sendo um dos nomes mais marcantes do pop-rock dos anos 2000, e também alvo de uma das teorias da conspiração mais famosas da música: ela morreu e foi substituída por uma mulher idêntica.
O boato de que a canadense teria morrido no início da carreira e sido substituída por uma sósia chamada Melissa segue circulando na internet, apesar das várias vezes em que a cantora já desmentiu a história.
Segundo a teoria, Avril teria morrido nos anos 2000, e sua gravadora teria colocado “Melissa” em seu lugar para não interromper o sucesso do álbum Let Go (2002), lançado quando a artista tinha apenas 17 anos. Os conspiradores alegam diferenças em sua aparência e até na voz como “provas” da substituição.
Entre os argumentos mais citados pelos conspiracionistas estão supostas mudanças físicas ao longo dos anos. Fãs apontam que o nariz da cantora teria mudado de formato, detalhe que chegou a ser comentado pela mídia em 2006, e mencionam ainda o desaparecimento de algumas marcas de nascença.
Até a altura de Avril entrou na lista: em registros de 2002, aparecia como 1,58 m, mas hoje consta como 1,55 m em diferentes sites.
Outro ponto de debate é a voz: críticos da teoria dizem que, com o tempo, o timbre naturalmente pode sofrer alterações, mas os defensores da conspiração alegam que a “nova” Avril teria passado de mezzo-soprano para soprano e não conseguiria mais alcançar as mesmas notas que a “original”.
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Outro argumento recorrente entre os defensores da conspiração envolve a discografia da artista. O segundo álbum de Avril, Under My Skin (2004), considerado por alguns como o primeiro trabalho da suposta sósia, trouxe uma sonoridade mais sombria em comparação ao disco de estreia, Let Go.
As letras, marcadas por temas como solidão e desespero, foram interpretadas por parte dos fãs como reflexo de uma vida abandonada, ou até mesmo como um pedido de ajuda velado da “nova Avril”.
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Entre os elementos mais citados pelos teóricos estão as próprias músicas do segundo álbum. Algumas faixas de Under My Skin seriam, segundo eles, uma espécie de narrativa do suposto dia da morte da “Avril original”, que teria falecido sozinha em casa.
Em “Nobody’s Home”, por exemplo, a letra traz versos como “ninguém está em casa, é lá que ela se deita quebrada por dentro”. Já em “My Happy Ending”, fãs apontam trechos como “não me deixe esperando numa cidade tão morta, pendurada tão alto” como pistas sombrias sobre o mistério.
O videoclipe de “Nobody’s Home” também virou objeto de análise. Nele, Avril interpreta duas personagens: uma vestida de preto, associada ao luto, e outra desamparada e distante da família, metáfora que, para os conspiradores, refletiria o estado da cantora na vida real. Um detalhe em especial chama a atenção dos adeptos: a aparição relâmpago do código “A+D”, interpretado por alguns como “Avril + Dead” (“Avril + Morta”).
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Além das supostas mudanças físicas e musicais, os conspiradores também apontam transformações no comportamento e no estilo de Avril ao longo dos anos. Em 2002, a cantora declarou à MTV Austrália que jamais faria parte do grupo de “garotas do pop que se apresentam com dançarinas e playback”.
No entanto, com o passar do tempo, ela deixou para trás o visual skatista que marcou o início da carreira, adotou os fios loiros, passou a usar looks mais femininos e até estrelou clipes com dançarinas, atitudes que, segundo os defensores da teoria, seriam contraditórias ao discurso da “Avril original”.
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Em entrevista recente ao podcast Call Her Daddy, Avril falou sobre o assunto de forma bem-humorada. “Obviamente eu sou eu. É muito idiota”, disse, aos risos.
“É engraçado, por um lado tem gente que diz que eu não envelheci nada. Por outro, tem uma teoria da conspiração que diz que eu não sou eu. Legal. Não é tão ruim. Poderia ser pior. Acho que tenho uma [teoria de conspiração] das boas. Não é negativa ou obscura, é?”, comentou.
A apresentadora Alex Cooper respondeu em tom de brincadeira: “É um pouco obscura, vamos lá”. Avril rebateu: “As pessoas fizeram isso com outros artistas, eu não sou a única”. Quando Alex insinuou acreditar na teoria, a cantora entrou no jogo: “Fui eu quem comecei a conspiração. Estou aqui disfarçada para investigar a Melissa”, ironizou.
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