Quem viveu os anos 1990 certamente se lembra dela. Pequena, charmosa e usada bem coladinha ao corpo, a bolsa Baguette foi considerada ultrapassada por muitos durante um bom tempo. Mas como a moda é cíclica e adora um retorno triunfal, o acessório voltou com força total e reconquistou seu espaço entre as fashionistas, provando que alguns clássicos apenas aguardam o momento certo para brilhar novamente.
Popularizada na série repleta de referências fashionistas “Sex and the City”, a peça ganhou status de objeto de desejo e virou símbolo de estilo. E agora, décadas depois, ressurge como queridinha de uma nova geração, além de continuar encantando quem já conhece bem seu poder.
O modelo icônico da Fendi nasceu em 1997, criado por Silvia Venturini Fendi, diretora artística e integrante da terceira geração da família à frente da marca. Segundo informações do site FFW, a bolsa surgiu em um momento em que as tendências eram dominadas por modelos grandes e estruturados, como a tote de couro preferida por Carolyn Bessette Kennedy.
Na contramão do que era moda, a Baguette apostou na suavidade e no tamanho compacto. O nome não é por acaso. A inspiração veio do “pão francês”, tradicionalmente carregado sob o braço, exatamente como a bolsa passou a ser usada. Pequena e prática, ela foi definida por Venturini como “Pequena, mas perfeita para carregar os essenciais”. Sobre o processo criativo, ela revelou à Elle US: “Eu tinha tanta certeza da atitude desta alça curta que poderia ser parte do seu corpo”.
Se já era estilosa, a Baguette virou fenômeno mundial graças à personagem Carrie Bradshaw, vivida por Sarah Jessica Parker em “Sex and the City”. Em uma das cenas mais marcantes da série, ao ser abordada por um assaltante, ela corrige o criminoso ao dizer que o objeto não era apenas uma bolsa comum: “É uma Baguette”. A fala transformou o acessório em verdadeiro ícone cultural.
Anos depois, a peça voltou aos holofotes na 5ª temporada de “Emily em Paris”. A protagonista Emily Cooper, interpretada por Lily Collins, enfrenta um grande perrengue ao apresentar ideias para uma campanha da Fendi envolvendo justamente uma nova Baguette.
Para Silvia Venturini Fendi, o segredo da longevidade do acessório está na sua identidade forte. “Considero a Baguette um manifesto do individualismo, pois ela é sempre a mesma, mas sempre diferente, sem nunca perder sua identidade. Independentemente do que fizermos com ela, sua personalidade e o prazer de usá-la permanecem intactos. Ela te protege e você a protege”, afirmou.