Líder de uma das maiores facções criminosas do país, o PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, reagiu com "surpresa e indignação" ao ser informado da operação da Polícia Civil ocorrida na semana passada (quinta-feira 21) que culminou na prisão de Deolane Bezerra, acordada com policiais munidos de fuzis na sua mansão.
A Operação Vérnix tem como base a acusação de uma transportadora ser usada na lavagem de dinheiro da facção. Uma parte da quantia seria repassada a Deolane, que vinha sendo monitorada no exterior. A influencer teria ainda mais de 30 empresas em seu nome e todas localizadas no mesmo endereço residencial, tudo negado pela famosa, que pode ter sua rede social bloqueada.
Preso desde 2019, Marcola soube da operação iniciada há sete anos ao ser atendido em penitenciária de Brasília e quem assina a nota divulgada nesta quarta-feira (27) foi seu advogado Bruno Ferullo Rita. Além disso, o líder do PCC negou que conheça Deolane assim como Everton de Souza, que também teria participação no esquema de ocultação de recursos do crime organizado.
"Afirmou que seu único vínculo com o caso se restringe ao parentesco com seus sobrinhos Leonardo e Paloma e com seu irmão Alejandro", disse a nota. Marcola negou ainda que esteja envolvido no esquema investigado e que não possui relação alguma com aquela transportadora do interior de São Paulo que seria o ponto central para lavagem de dinheiro, informa o "Metrópoles".
Ao todo, seis pessoas foram alvo da operação, que bloqueou bens - só em dinheiro foram mais de R$ 327 milhões - e apreendeu carros de luxo. Deolane teve o nome incluso em lista da Interpol, porém foi presa apenas no Brasil porque teria antecipado o retorno ao país após dias na Itália.
A viúva de MC Kevin (1998-2021), cuja morte pode ser investigada novamente, se pronunciou por carta e afirmou ser inocente, negando em algum momento ter sido bandida. Deolane descartou ser proprietária das quase 40 empresas investigadas e "que venceu na vida pelo próprio suor".
"Mais uma vez a mãe (como ela mesma se chama) está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Isso já dura mais de cinco anos", disse na mensagem a famosa que apoiou o presidente Lula nas últimas eleições gerais.