Se você é do tipo que ama garimpar títulos pouco óbvios no streaming, este pode ser o seu próximo vício. Entre listas como as de séries à la ‘Bridgerton’, um longa discreto tem chamado atenção, e já aparece como sugestão em conteúdos relacionados dentro da própria Netflix.
Com apenas 90 minutos, ‘Ehrengard: A Ninfa do Lago’ adapta um romance da escritora dinamarquesa Karen Blixen, conhecida por ‘Entre Dois Amores’.
Quase desconhecido do grande público, o filme surpreende pela estética refinada e narrativa leve, perfeita para quem busca algo descomplicado.
Dirigido por Bille August, vencedor do Oscar, o longa se passa em um reino fictício e acompanha Cazotte, um pintor tão habilidoso com pincéis quanto com jogos de sedução.
A trama ganha força quando ele aceita um desafio inusitado: conquistar uma mulher considerada inalcançável.
Mas o que parecia simples rapidamente foge do controle, especialmente quando a suposta “presa” percebe que está sendo alvo de uma aposta.
Com tons de farsa e ironia, a história se desenvolve em meio a intrigas da corte e situações quase absurdas. Há ainda um segredo que movimenta a narrativa: uma gravidez que precisa ser escondida para proteger a sucessão ao trono.
É nesse cenário que a personagem Ehrengard entra em cena e vira o jogo. Inteligente e observadora, ela desmonta os planos de Cazotte e assume o controle da situação.
Um dos pontos mais curiosos do filme está nos bastidores: o design de produção contou com a participação da rainha Margrethe II, da Dinamarca. Conhecida por seu envolvimento com artes visuais, ela ajudou a criar a estética sofisticada que marca o longa.
O resultado é um conto de fadas moderno, com visual elegante e narrativa leve, que passa longe de clichês previsíveis.
No fim, ‘Ehrengard: A Ninfa do Lago’ entrega exatamente o que promete: uma história charmosa, irônica e perfeita para quem quer relaxar sem abrir mão de um bom enredo.
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