Existem doramas que eu lembro com carinho. Outros, com saudade. E existem aqueles que eu lembro com um nó no peito, porque sei que nunca mais vou sentir exatamente o que senti da primeira vez. Muito além das surpresas e spoilers da primeira maratona, essas histórias dizem mais sobre o momento na vida em que eu as assisti.
Às vezes, penso em como seria assistir tudo de novo sem memória, sem saber onde doeria ou onde me aqueceria. Só sentir, sabe? Por isso, fiz essa lista para expressar esse desejo impossível. São histórias que eu apagaria da mente sem pensar duas vezes, só para ter o privilégio raro de viver cada emoção como se fosse a primeira vez.
Este dorama acompanha três irmãos que, assim como eu em muitos momentos, se sentiam presos a uma rotina que não fazia mais sentido. A protagonista não sabe mais como lidar com suas emoções e deseja absurdamente ser libertada, e eu entendi isso desde o primeiro episódio. A chegada de um homem silencioso à história abriu espaço para escutas e mudanças sutis e me ensinou que muitas mudanças começam em silêncio.
Esse dorama me colocou diante da morte de uma forma delicada e humana. Nele, um jovem no espectro autista organiza os pertences de pessoas que partiram, enquanto aprende a lidar com a própria perda após a morte do pai. A relação dele com o tio, marcada por distanciamento e dor, se transforma aos poucos. Cada episódio me lembrou que toda vida deixa histórias que merecem ser cuidadas.
Em 'Navillera', um homem de 70 anos decide que ainda não é tarde para sonhar. Ele começa a aprender balé enquanto conhece um jovem bailarino cheio de conflitos e medos. A relação entre os dois não é sobre dança, mas sobre apoio, escuta e respeito. Foi impossível assistir sem pensar nos sonhos que a gente adia achando que o tempo já passou.
Diferente dos anteriores, este foi um dos doramas mais difíceis de assistir. Nesta trama, uma mulher carrega as marcas de um bullying brutal por anos e decide não esquecer e, anos depois de sair da escola, ela planeja cuidadosamente uma vingança contra todos os seu agressores - o que me fez refletir sobre o que acontece quando a dor nunca é curada.
Ae-sun é uma jovem sonhadora e rebelde que queria ser poetisa, e Gwan-sik um homem silencioso, reservado e profundamente leal a ela. Ambientado na Ilha de Jeju a partir dos anos 1950, o dorama atravessa quatro fases da vida deles, da infância à velhice, mostrando como o tempo molda sentimentos e escolhas. É uma história agridoce sobre perseverar, mesmo quando a vida desmorona.
Eu comecei esse dorama achando que era apenas uma comédia romântica de casamento por conveniência. Na série, uma roteirista que aceita um casamento por contrato para conseguir estabilidade, dividindo a casa com um homem tímido e fechado. Aos poucos, vi a história se transformar em uma reflexão sincera sobre amor, convivência e escolhas adultas. Foi impossível não me reconhecer em vários diálogos.
Esse dorama me fez lembrar de quem eu era quando ainda acreditava que tudo era possível. Acompanhei uma jovem atleta tentando realizar seus sonhos em meio a uma crise econômica e um rapaz cuja vida foi virada do avesso após a falência da família. O relacionamento deles cresceu junto com eles, mas também sofreu com o tempo. Foi uma história que me ensinou que nem todo amor é feito para durar - e está tudo bem.
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