Além dos famosos da TV, ex-jogadores de futebol também não foram eleitos na votação deste domingo (4). Apenas seis estados e o Distrito Federal terão 2º turno, assim como a eleição presidencial - mas no Rio de Janeiro, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) caso confirme a nulidade dos votos de Garotinho, destaque no debate da Globo, Douglas Ruas será eleito em 1º turno.
No Vasco, o candidato foi Edmundo. Ex-Palmeiras, o carrasco do rubro-negro, onde também atuou, teve 35.724 votos e igualmente foi derrotado na eleição do RJ. Ainda no Rio, a derrota de Donizete Pantera veio após 4.884 votos - 70 cadeiras estavam em disputa.
O ex-atacante acumulou títulos no Vasco e Botafogo no final dos anos 1990 - incluindo a Libertadores-1998 pelo time da Cruz de Malta e o Brasileiro-1995 pela equipe da Estrela Solitária.
No lado do Corinthians, Finazzi teve pouco mais de 1.000 votos (1.069) em São Paulo para a eleição à Camara em Brasília. No estado com o maior colégio eleitoral, e onde Tarcísio de Freitas foi reeleito governador com quase 63% dos votos, Luis Fabiano foi outro a perder a eleição (o ex-atacante do time do Morumbi somou 9.613 votos para deputado federal).
Para comparar, Lucas Pavanato foi o mais votado no estado (3.038.438 votos), seguido do Érika Hilton (1.596.472 votos), alvo de ataques transfóbicos de Ratinho por presidir a Comissão da Mulher na Câmara.
Conhecido como Coração Valente, por ter passado por cirurgias cardíacas, Washington tentou se eleger pelo DF. O ex-jogador do Fluminense conseguiu 7.503 votos, bem distante dos 43.179 votos conseguidos por prof. Reginaldo Veras, que ficou com a 8ª e última cadeira na votação de deputado federal.
Por deputado distrital, Marcelinho Carioca, vítima de sequestro por umas 30h em 2023, ficou com 2.494 votos, muito longe dos mais de 15.400 votos de Dayse Amarilio (24ª e última eleita). Em termos de votação para deputado estadual, Dinei, que jogou no Corinthians e esteve em realities shows da Record conquistou 6.338 votos. Já Sérgio, que foi goleiro do Palmeiras, 9.565 votos, ambos por São Paulo.
Dirigentes igualmente tentaram a sorte, sem sucesso. Para o governo, Alexandre Kalil (ex-presidente do Atlético-MG) parou nos 403.017 votos e ficou em 5º lugar - em Minas, a eleição local já chegou ao fim - Cleitinho Azevedo foi eleito com mais de 6.321 milhões de votos.
Time de maior torcida do Brasil, o Flamengo viu dois dirigentes se candidatarem e ambos perderam: Eduardo Bandeira de Mello somou 37.535 votos e Marcos Braz, 18.305.