'Sem dinheiro e patrocinador': a comovente história do medalista de ouro que, aos 18 anos, pede ajuda no sinal por motivo nobre; quem é Ronald Ferreira?
Atualizado em 7 de fevereiro de 2025 às 17:42
Aos 18 anos, medalhista de ouro enfrenta dificuldades sem patrocínio e pede ajuda no sinal por um motivo nobre; conheça Ronald Ferreira.
'Sem dinheiro e patrocinador': a comovente história do medalista de ouro que, aos 18 anos, pede ajuda no sinal por motivo nobre; quem é Ronald Ferreira? Aos 18 anos, medalhista de ouro enfrenta dificuldades sem patrocínio e pede ajuda no sinal por um motivo nobre; conheça Ronald Ferreira Do pódio às ruas: a luta de um campeão sem patrocínio Fora do Campeonato Brasileiro? Medalhista de ouro luta para competir Falta de dinheiro ameaça carreira de jovem medalhista de ouro

Ronald Ferreira, de 18 anos, medalhista de ouro no Campeonato Sul-Americano de Jiu-Jítsu, tem chamado a atenção dos motoristas no trânsito do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Desde que conquistou o título, ele precisa arrecadar dinheiro nas ruas para competir no Campeonato Brasileiro, que acontecerá em Barueri (SP) entre 26 de março e 4 de abril. Sem patrocinador e sem recursos, o jovem luta diariamente para manter vivo seu sonho no esporte. A informação foi divulgada pela coluna VEJA GENTE, assinada por Valmir Moratelli.

Um campeão no asfalto quente do Rio

Natural de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Ronald começou no jiu-jítsu em 2019, quando levava sua sobrinha para treinar. O esporte, que inicialmente era apenas uma distração, logo se tornou sua paixão e vocação. Ele se dedicou, evoluiu e conquistou títulos. Mas, como acontece com muitos atletas brasileiros, talento e determinação não são suficientes quando falta o apoio financeiro.

“Treino cedo e depois venho para o sinal. Fico até escurecer”, conta ele. Sua meta é arrecadar pelo menos R$ 2 mil nas próximas semanas para custear transporte, hospedagem, alimentação e taxa de inscrição. Com sorte, consegue juntar cerca de R$ 100 por dia.

‘Vidros fechados’ e ‘olhares de nojo’: a luta além dos tatames

O 'jiu-jiteiro' conta que a reação dos motoristas varia. Alguns o incentivam, outros simplesmente ignoram. “Tem quem bata palma e diga ‘não desiste’. Mas também tem os que fazem cara de nojo e fecham o vidro”, lamenta. Ao seu lado, muitas vezes está outro jovem atleta, Daniel Meirelles, de 17 anos, que compartilha da mesma batalha.

O quimono pesa, o sol castiga, mas Ronald segue firme. Para ele, a maior luta não acontece nos tatames – mas sim nas ruas, onde cada moedinha representa um passo a mais na busca pelo seu sonho. Resta saber: até quando talentos como o dele precisarão enfrentar o trânsito da desigualdade antes de receberem o reconhecimento e o suporte que merecem?

Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
Palavras-chave
Esporte Entretenimento Redes sociais
Sobre o mesmo tema
Notícias similares
'O sorriso estampado na cara': após término com Virgínia Fonseca, Vini Jr. faz primeira aparição e web não perdoa
'O sorriso estampado na cara': após término com Virgínia Fonseca, Vini Jr. faz primeira aparição e web não perdoa
16 de maio de 2026
'Fetiche em trair a mulher grávida': Neymar aparece sem aliança em balada durante a Copa 2026 e revolta a web
'Fetiche em trair a mulher grávida': Neymar aparece sem aliança em balada durante a Copa 2026 e revolta a web
27 de junho de 2026
Últimas Notícias
Últimas Notícias