Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), aos 91 anos, no Rio de Janeiro, deixando um importante legado na história da televisão brasileira. A atriz, que construiu uma carreira marcada por grandes trabalhos na TV, morreu na mesma data em que a também atriz Laura Cardoso, aos 98 anos, foi homenageada em sua despedida.
Com a notícia da morte, uma entrevista concedida pela comanheira de Tarcísio Meira aos 89 anos, em 2024, voltou a chamar a atenção. Na ocasião, a veterana apareceu em uma cadeira de rodas, mas fez questão de explicar que o equipamento não fazia parte de sua rotina e revelou um hábito que mantinha diariamente.
Durante a conversa, Glória Menezes explicou que utilizava a cadeira apenas por uma questão de conforto. "A cadeira de rodas, mas eu não ando em cadeira de rodas. Eu só ponho cadeira de rodas quando é para meu conforto", afirmou.
A atriz contou que, naquele momento, preferia permanecer sentada em vez de ficar muito tempo parada ou andando de um lado para o outro. "Estou confortavelmente na minha cadeira", explicou.
O jornalista que conversava com Glória Menezes chegou a brincar que ela parecia mais disposta do que ele próprio. A atriz, então, aproveitou a conversa para revelar um hábito simples que fazia parte de sua rotina.
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"Eu ando todo dia de manhã, 01h00 chegando, 01h00 eu ando, eu ando à pé todo santo dia eu ando 01h00", contou Glória Menezes durante a entrevista.
A fala chamou atenção justamente porque, apesar de ter sido vista sentada em uma cadeira de rodas, a atriz fazia questão de esclarecer que continuava caminhando diariamente. O relato mostrou também a importância que ela atribuía a manter uma rotina de movimento.
A entrevista ganhou ainda outro momento marcante quando Glória Menezes explicou sua mudança de São Paulo para o Rio de Janeiro após a morte de Tarcísio Meira, seu marido, que morreu em agosto de 2021 vítima de Covid.
Ao explicar a mudança, a atriz contou que estava ficando muito sozinha em São Paulo depois da perda do marido. "Tarcício faleceu de Covid, você está sabendo, né?", perguntou durante a conversa.
Glória Menezes explicou que passou a viver no Rio porque tinha familiares próximos na cidade. Segundo seu relato, Maria Amélia, sua filha, morava perto, assim como Tarcísio Filho. "Ele é meu vizinho. E a Maria Amélia, minha filha, é minha vizinha", contou.
A atriz também explicou que sua permanência em São Paulo estava ligada à família de Tarcísio Meira, mas que, naquele momento da vida, fazia mais sentido estar próxima dos próprios filhos.
Outro trecho da entrevista havia chamado atenção na internet. Glória Menezes questionou o jornalista Léo Vilar sobre a morte de Tarcísio Meira, perguntando se ele sabia que o ator havia morrido de Covid.
No X, antigo Twitter, a postura da veterana foi elogiada por internautas. Uma das pessoas comentou: "Ela toda atenciosa perguntando se o repórter sabia que o Tarcisão tinha falecido por Covid".
A entrevista também teve um momento de carinho quando Léo Vilar relembrou uma brincadeira feita por Tarcísio Meira sobre sua memória e falou sobre a admiração que tinha por Glória Menezes.
Em uma matéria publicada na época, a Veja também destacou que Glória Menezes não vinha saindo muito de casa e que suas aparições públicas eram acompanhadas de grande comoção.
A publicação relembrou uma aparição da atriz em agosto de 2024, quando ela chegou a uma livraria da Travessa, no Leblon, acompanhada do filho Tarcísio Filho, para cumprimentar Boni, que lançava o livro "O lado B de Boni".
Segundo o relato da Veja, a presença da atriz provocou comoção entre as pessoas que estavam no local. Aos 89 anos, Glória Menezes continuava sendo recebida com carinho pelo público, em uma demonstração do tamanho de sua importância para a televisão brasileira. Agora, com sua morte aos 91 anos, o relato sobre a rotina de caminhadas ganha um significado especial.