Ratinho pode ser penalizado pelo Ministério Público Federal após o órgão aceitar denúncia de Erika Hilton (PSOL-SP). Na semana passada, o apresentador fez discurso de teor transfóbico contra a deputada, que ganhou apoio do SBT em um primeiro momento. Depois, o canal fundado por Silvio Santos (1930-2024) reforçou a parceria com Carlos Roberto Massa, seu sócio na produção do programa que leva o nome do comunicador.
Muitos sabem que Ratinho antes de estrear na CNT e estourar na Record em 1997 passou pela Câmara dos Deputados, em Brasília. E em 1993, o hoje apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro se viu envolvido em uma denúncia que partiu do então deputado pelo PPB e por pouco não perdeu seu mandato, que exerceu de 1991 a 1995.
Que escândalo envolvendo dólares é esse e que custou a cassação de três parlamentares? O Purepeople te conta a seguir!
Naquele 1993, Ratinho e mais 12 deputados trocaram de partido, do PRN para o PSD, curiosamente hoje sigla na qual está o filho mais velho do apresentador, Ratinho Jr., governador do Paraná em segundo mandato seguido. Álvaro Dias, governador do Paraná de 1987 a 1991, Jair Bolsonaro e Oswaldo Reis denunciaram uma venda de mandato, escândalo conhecido como "PSDólar".
Uma comissão indicou que alguns parlamentares ganharam de 30 mil dólares a 85 mil dólares para migrarem para o PSD, visando as eleições de 1994, de acordo com o jornal "O Estado de S.Paulo" em 9 de dezembro de 1997. É importante destacar que Ratinho foi citado nessa venda, porém não houve provas suficientes para cassá-lo.
Isso ocorreu ainda com outros oito deputados, de estados como Bahia, Alagoas e Maranhão. Mais recentemente envolvido em acusação de racismo contra um bailarina, Ratinho chegou à Brasília com menos de 34 mil votos e em quatro anos apresentou só três projetos de lei.
E todos sequer foram à votação. Um deles impedia a fabricação/venda de brinquedos que reproduzissem armas de fogo.