Juliano Cazarré elimina machismo da rotina: 'Vida não vai ficar mais sem graça'
Publicado em 6 de fevereiro de 2018 às 11:37
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'Sou filho de uma sociedade machista, e sei que o machismo pode aparecer em mim', admitiu ator
Juliano Cazarré admitiu que tenta eliminar os 'pequenos machismos' do dia a dia
'Tento identificar e eliminar logo, pedir desculpa. É a piada com os amigos, sacou? Isso pode ser eliminado sem dor', refletiu Juliano Cazarré
'A vida não vai ficar mais sem graça ou pior se você não falar que a mina é uma galinha, que ela fez isso e fez aquilo...', afirmou Juliano Cazarré
Juliano Cazarré apoia a descontrução do papel do 'machão' na TV
'Aquele machão sem sentimentos não existe e não há mais interesse em cultivar esse personagem', avaliou Juliano Cazarré
'Na atuação contemporânea, o homem é quase sempre representado com um ser cansado, fraco, débil... E isso não é uma reclamação. O homem está mesmo cansado', disse Juliano Cazarré
Juliano Cazarré atualmente está no ar na novela 'O Outro Lado do Paraíso'
Juliano Cazarré vive o garimpeiro Mariano na novela 'O Outro Lado do Paraíso'

Juliano Cazarré já reclamou do machismo presente no Brasil ao chamar atenção por usar saia no Rock in Rio. Em entrevista para a revista "GQ" de fevereiro, o ator discutiu o comportamento, criticado anteriormente por Tainá Müller, e disse que tenta eliminá-lo do seu dia a dia: "Olha, eu sou filho de uma sociedade machista, e sei que o machismo pode aparecer em mim – não o machismo de agressão, da violência, mas sim os pequenos machismos. Tento identificar e eliminar logo, pedir desculpa. É a piada com os amigos, sacou? Isso pode ser eliminado sem dor. A vida não vai ficar mais sem graça ou pior se você não falar que a mina é uma galinha, que ela fez isso e fez aquilo...".

Ator apoia desconstrução do 'machão': 'Não há mais interesse'

Atualmente no ar como o garimpeiro Mariano, da novela "A Força do Querer", o artista elogiou a mudança dos personagens masculinos na TV e apoiou a desconstrução do papel de "machão": "Acho que esse é o novo estereótipo do homem nas tramas. Aquele machão sem sentimentos não existe e não há mais interesse em cultivar esse personagem. Na atuação contemporânea, o homem é quase sempre representado com um ser cansado, fraco, débil... E isso não é uma reclamação. O homem está mesmo cansado, mas ele está se permitindo chorar, quebrar, pedir ajuda".

Artista apoia protagonismo feminino: 'Um mundo mais sensível'

Casado com Letícia Cazarré, com quem possui dois filhos, o galã afirmou que há necessidade de protagonismo feminino na sociedade: "Acho que a gente precisa caminhar para um mundo com uma maior presença do feminino, um mundo mais sensível, capaz de amar, perdoar, se expressar. Homens e mulheres são capazes, mas acho que elas vão trazer isso com mais intensidade, conforme o planeta lhes der mais cargos, voz, espaço e visibilidade".

Galã admite que possui 'rebeldia': 'Mais profunda e menos pueril'

Cazarré foi questionado se ainda possui espaço para rebeldia no cotidiano e garantiu: "Claro, mas com o tempo ela vai ficando mais inteligente, mais profunda e menos pueril. Quando a gente é jovem, tem a nudez, o palavrão, o enfrentamento, mas aí fica mais velho e a rebeldia é contra coisas mais graves. Com tanto Trump, Kim Jong-un, m**** no Brasil e no mundo, não dá pra perder tempo com o que é supérfluo".

(Por Tatiana Mariano)

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