Sabe aquele processo movido há dez anos por uma anônima que vendeu mansão em Alphaville, bairro nobre de São Paulo, a MC Guimê e Lexa enquanto os funkeiros ainda eram um casal? Pois bem, a ação na Justiça chegou ao fim sem que tenha havido o julgamento do mérito.
A gente explica, mas antes precisamos voltar ao tempo. Em setembro de 2024 veio à tona a notícia do processo contra Guimê e Lexa em razão do péssimo estado de conversação de uma casa de luxo e que a proprietária havia pedido R$ 5,15 milhões - o valor incluia indenização por danos materiais (R$ 50 mil) que os famosos supostamente causaram no imóvel.
Vazamentos, fiação aparente, paredes pichadas e falta de manutenção na piscina foram alguns pontos levantados por uma massoterapeuta. No início da polêmica, Guimê fora condenado por não quitar as parcelas de compra da mansão, sendo derrotado na segunda instância.
Depois, o funkeiro saiu perdendo em ação envolvendo as custas do primeiro processo. Contudo, relatou o "Splash", a quantia não foi quitada e acabou sendo cobrada de Lexa. Por sua vez, cachê e prêmio que Guimê havia ganhado no "BBB 23" acabaram alvo de penhora.
Em novo desdobramento, Lexa e Guimê foram despejados - versão negada pelo funkeiro, cuja mulher e filha bebê sofreram acidente em junho passado - e a massoterapeuta reaveu a casa de luxo na Justiça.
Nos autors, a anônima indicou que a casa de luxo valia R$ 8 milhões e ao ser vendida às pressas após a venda a MC Guimê foi levantado R$ 2,9 milhões - ou seja, redução de 63,75%. A queda no valor da venda ocorreu, segundo a autora, por conta dos danos na propriedade e a falta de recursos para promover as reformas necessárias.
De acordo com o colunista Alessandro Lo-Bianco, a anônima solicitou em razão de "hipossuficiência" os benefícios da gratuidade processual, o que foi negado na primeira instância e no Tribunal de Justiça-SP após recurso.
Posteriormente, a massoterapeuta perdeu o prazo que tinha, o que levou a ação a ser extinta e, com isso, o caso arquivado. Por fim, se tentou reverter tal decisão, mas não houve sucesso.