Home
Últimas
Famosos Brasileiros
Famosos Internacionais
Famosos na praia
Filhos de famosos
Fotos de famosos
Namoro
Sertanejo
Últimos Web Stories
Famosos do esporte
Instagram dos famosos
Gravidez das famosas
Look de famosos
Principais notícias
Todos os temas
Novelas
Novela Pantanal
Novela Cara & Coragem
Novela Além da Ilusão
Novela Mar do Sertão
Novela O Cravo e a Rosa
Novela Poliana Moça
Novela Reis
Novela A Favorita
Resumo de novelas
Novela Será Isso Amor?
Novelas Mexicanas
Novelas Turcas
TV
A Fazenda 2022
Ilha Record
Masterchef Brasil
BBB 23
Reality Show
De Férias com o Ex
Casamento às Cegas
Domingão com Huck
Caldeirão
Mais Você
Encontro
Séries
Pacto Brutal
Filme 365 Dias
Cinema
Séries e filmes
Tapete vermelho
Estreias
Oscar
Cannes
Festival do Rio
Angelina Jolie
Jennifer Aniston
Brad Pitt
Tom Cruise
Famosos
Bruna Marquezine
Marina Ruy Barbosa
Virginia Fonseca
Sasha
Anitta
Grazi Massafera
Ivete Sangalo
Kate Middleton
Paolla Oliveira
Wanessa
Viviane Araujo
Marilia Mendonça
Jade Picon
Andressa Suita
Sabrina Sato
Larissa Manoela
Casamento
Noivas
Looks para casamento
Make para casamento
Penteados para casamento
Inverno
Beleza & Estilo
Cabelos
Maquiagem
Cuidados com a pele
Moda
Primavera/Verão
Outono/Inverno
Beleza & Estética
Saúde e Bem-estar
Beleza Madura
Dieta
Astrologia
Coluna É Trend!
Home Klara Castanho

Klara Castanho confirma gravidez após estupro e revela destino do bebê: 'Dor que me dilacera'

Klara Castanho confirma gravidez após estupro e revela destino do bebê: 'Dor que me dilacera'
9 fotos
Nas redes sociais, atriz de 21 anos fez uma carta e confirmou que deu à luz a um bebê, que foi encaminhado à adoção

Klara Castanho confirmou a gravidez após ser estuprada. Neste sábado (25), a atriz usou as redes sociais para divulgar uma carta sofre o assunto depois de seu nome ficar entre os assuntos mais comentados do país. No comunicado, a famosa de 21 anos contou que sofreu a violência quando estava sozinha, fora de sua cidade, e não fez boletim de ocorrência por vergonha.

Ela ainda conta que descobriu que estava gerando um bebê próximo ao parto e que procurou ajuda jurídica para entregá-lo à adoção. "Ser pai/e ou mãe não depende tão somente da condição econômica-financeira, mas da capacidade de cuidar. Ao reconhecer a minha incapacidade de exercer esse cuidado, eu optei por essa entrega consciente e que deveria ser segura", afirmou ela.

+ Klara Castanho recebe apoio do pai; famosas também demonstram solidariedade

Leia abaixo o relato compartilhado pela atriz:

"Esse é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo. No entanto, não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma que eu sofri. Eu fui estuprada. Relembrar esse episódio traz uma sensação de morte, porque algo morreu em mim. Não estava na minha cidade, não estava perto da minha família nem dos meus amigos."

"Estava completamente sozinha. Não, eu não fiz boletim de ocorrência. Tive muita vergonha, me senti culpada. Tive a ilusão que se eu fingisse que isso não aconteceu, talvez eu esquecesse, superasse. Mas não foi o que aconteceu. As únicas coisas que tive forças para fazer foram: tomar a pílula do dia seguinte e fazer alguns exames. E tentei, na medida do possível e da minha frágil capacidade emocional, seguir adiante, me manter focada na minha família e no meu trabalho. Mas mesmo tentando levar uma vida normal, os danos da violência me acompanharam. Deixei de dormir, deixei de confiar nas pessoas, deixei uma sombra apoderar-se de mim."

+ Outras famosas já viveram o horror da violência sexual:

Angélica rompe o silêncio e expõe caso de assédio: 'Foi uma violência que eu sofri'. Veja relato comovente!

Anitta chora e revela estupro aos 14 anos em série da Netflix: 'Cama cheia de sangue'

"Uma tristeza infinita que eu nunca tinha sentido antes. As redes sociais são uma ilusão e deixei lá a ilusão de que a vida estava ok enquanto eu estava despedaçada. Somente a minha família sabia o que tinha acontecido. Os fatos até aqui são suficientes para me machucar, mas eles não param por aqui"

"Meses depois, eu comecei a passar mal, ter mal-estar. Um médico sinalizou que poderia ser uma gastrite, uma hérnia estrangulada, um mioma. Fiz uma tomografia e, no meio dela, o exame foi interrompido às pressas. Fui informada que eu gerava um feto no meu útero. Sim, eu estava quase no término da gestação quando eu soube. Foi um choque. Meu mundo caiu. Meu ciclo menstrual estava normal, meu corpo também. Eu não tinha ganhado peso e nem barriga. Naquele momento do exame, me senti novamente violada, novamente culpada".

Como se não bastasse, ela ainda sofreu violência obstétrica. "Em uma consulta médica contei ter sido estuprada, expliquei tudo o que aconteceu. O médico não teve nenhuma empatia por mim. Eu não era uma mulher que estava grávida por vontade e desejo, eu tinha sofrido uma violência. E mesmo assim esse profissional me obrigou a ouvir o coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo. Essa foi mais uma da série de violências que aconteceram comigo. Gostaria que tivesse parado por aí, mas, infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Eu ainda estava tentando juntar os cacos quando tive que lidar com a informação de ter um bebê. Um bebê fruto de uma violência que me destruiu como mulher", admitiu a artista.

"Eu não tinha (e não tenho) condições emocionais de dar para essa criança o amor, o cuidado e tudo o que ela merece ter. Entre o momento que eu soube da gravidez e o parto se passaram poucos dias. Era demais para processar, para aceitar e tomei a atitude que eu considero mais digna e humana. Eu procurei uma advogada e conhecendo o processo, tomei a decisão de fazer uma entrega direta para adoção. Passei por todos os trâmites: psicóloga, ministério público, juíza, audiência -todas as etapas obrigatórias. Um processo que, pela própria lei, garante sigilo para mim e para a criança. A entrega foi protegida e em sigilo. Ser pai/e ou mãe não depende tão somente da condição econômica-financeira, mas da capacidade de cuidar. Ao reconhecer a minha incapacidade de exercer esse cuidado, eu optei por essa entrega consciente e que deveria ser segura", contou.

Os problemas de Klara não pararam por aí. "No dia em que a criança nasceu, eu, ainda anestesiada do pós-parto, fui abordada por uma enfermeira que estava na sala de cirurgia. Ela fez perguntas e ameaçou: 'imagina se tal colunista descobre essa história'. Eu estava dentro de um hospital, um lugar que era para supostamente para me acolher e proteger. Quando cheguei no quarto já havia mensagens do colunista, com todas as informações. Ele só não sabia do estupro. Eu ainda estava sob o efeito da anestesia. Eu não tive tempo de processar tudo aquilo que estava vivendo, de entender, tamanha era a dor que eu estava sentindo. Eu conversei com ele, expliquei tudo o que tinha me acontecido. Ele prometeu não publicar. Um outro colunista também me procurou dias depois querendo saber se eu estava grávida e eu falei com ele. Mas apenas o fato de eles saberem, mostra que os profissionais que deveriam ter me protegido em um momento de extrema dor e vulnerabilidade, que têm a obrigação legal de respeitar o sigilo da entrega, não foram éticos, nem tiveram respeito por mim e nem pela criança".

"Bom, agora, a notícia se tornou pública, e com ela vieram mil informações erradas e ilações mentirosas e cruéis. Vocês não têm noção da dor que eu sinto. Tudo o que fiz foi pensando em resguardar a vida e o futuro da criança. Cada passo está documentado e de acordo com a lei. A criança merece ser criada por uma família amorosa, devidamente habilitada à adoção, que não tenha as lembranças de um fato tão traumático. E ela não precisa saber que foi resultado de uma violência tão cruel. Como mulher, eu fui violentada primeiramente por um homem e, agora, sou reiteradamente violentada por tantas outras pessoas que me julgam. Ter que me pronunciar sobre um assunto tão íntimo e doloroso me faz ter que continuar vivendo essa angústia que carrego todos os dias", disse a atriz que começou bem cedinho na TV.

"A verdade é dura, mas essa é a história real. Essa é a dor que me dilacera. No momento, eu estou amparada pela minha família e cuidando da minha saúde mental e física. Minha história se tornar pública não foi um desejo meu, mas espero que, ao menos, tudo o que me aconteceu sirva para que mulheres e meninas não se sintam culpadas ou envergonhadas pelas violências que elas sofrem. Entregar uma criança em adoção não é um crime, é um ato supremo de cuidado. Eu vou tentar me reconstruir, e conto com a compreensão de vocês para me ajudar a manter a privacidade que o momento exige. Com carinho, Klara Castanho", pediu ao final.

Acompanhe também as últimas notícias dos famosos pelo nosso Facebook.