Construído na década de 30, com terreno de 55 mil m² e comprado por R$ 8,3 milhões: o casarão histórico de ex-cônsul em Brusque que Luciano Hang, da Havan, reformou após quase 10 anos de um processo jurídico e burocrático complexo
Publicado em 28 de setembro de 2026 às 15:08
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Construída na década de 1930, a Villa Renaux passou por quase 10 anos de negociações judiciais antes de ser adquirida por Luciano Hang, da Havan, por R$ 8,32 milhões; veja fotos
Construído na década de 30, com terreno de 55 mil m² e comprado por R$ 8,3 milhões: o casarão histórico de ex-cônsul em Brusque que Luciano Hang, da Havan, reformou após quase 10 anos de um processo jurídico e burocrático complexo Construída entre 1932 e 1935 pelo arquiteto alemão Eugênio Brandt, a Villa Renaux, em Brusque, Santa Catarina, foi adquirida por Luciano Hang, fundador da Havan, por R$ 8,32 milhões em 2025, após quase nove anos de negociações judiciais e burocráticas, segundo informações sobre a transação Com 768 m² de área construída e um terreno de 55 mil m², a Villa Renaux pertenceu à tradicional família Renaux e está ligada à história da indústria têxtil de Brusque. De acordo com informações sobre o projeto, Luciano Hang pretende transformar o casarão histórico em um parque cultural aberto à população e aos visitantes A compra da Villa Renaux não foi uma negociação imobiliária convencional. Segundo informações sobre o processo, a venda do imóvel precisou passar pela Justiça após a falência da antiga fábrica de tecidos Carlos Renaux, cuja massa falida administrava o patrimônio, prolongando a negociação por aproximadamente nove anos O valor de R$ 8,32 milhões pago por Luciano Hang pela Villa Renaux foi dividido conforme o acordo judicial: 80% destinados à massa falida da antiga fábrica, para pagamento de dívidas e credores, e 20% repassados a Vitor Renaux Hering, herdeiro que detinha a posse direta do imóvel, segundo informações da negociação

O empresário Luciano Hang, fundador da Havan, investiu R$ 8,32 milhões na aquisição de um dos imóveis históricos de maior destaque de Brusque, em Santa Catarina. Conhecida como Villa Renaux, a propriedade pertenceu à tradicional família Renaux e chama atenção pela arquitetura, pelas dimensões e pela história ligada à indústria têxtil da cidade.

Construído na década de 1930, o casarão possui 768 m² de área construída, em um terreno de impressionantes 55 mil m², com jardins e área de mata. A compra, no entanto, não foi uma negociação imobiliária convencional: o negócio envolveu um processo judicial e burocrático que se estendeu por aproximadamente nove anos.

Segundo as informações sobre a negociação, a aquisição foi concluída em 2025, após a autorização da Justiça. Agora, o imóvel passa por um projeto de restauração com uma finalidade diferente daquela de uma residência particular.

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Por que Luciano Hang comprou um casarão de quase 100 anos?

A Villa Renaux, também conhecida como Casa do Cônsul Carlos Renaux, foi construída entre 1932 e 1935 pelo arquiteto alemão Eugênio Brandt. A propriedade está ligada à história da família Renaux, tradicional no desenvolvimento da indústria têxtil de Brusque.

Diferentemente de suas residências particulares, o empresário adquiriu o imóvel com o objetivo de preservar o patrimônio histórico e cultural da cidade. O projeto prevê a transformação da propriedade em um parque histórico-cultural, aberto à população e aos visitantes.

A iniciativa também tem um significado afetivo para o fundador da Havan. Os avós e os pais de Luciano Hang trabalharam na fábrica fundada por Carlos Renaux, personagem importante da história industrial de Brusque.

Em 2018, antes da aquisição do casarão, a Havan já havia arrematado o complexo da antiga fábrica Renaux, vizinho à propriedade. A compra da Villa Renaux ampliou, portanto, o conjunto de imóveis históricos ligados à trajetória da indústria têxtil local.

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Como um imóvel de R$ 8,3 milhões ficou quase 10 anos na Justiça?

A demora para a conclusão do negócio está relacionada à situação financeira da antiga fábrica de tecidos Carlos Renaux. Com a crise da empresa e a decretação de sua falência, os bens que integravam seu patrimônio passaram a depender de decisões judiciais para serem negociados.

Nesse tipo de procedimento, os imóveis ficam sob a administração da massa falida, responsável por reunir os recursos necessários para o pagamento das dívidas da empresa. A venda de um patrimônio dessa natureza depende de autorizações judiciais e do cumprimento das etapas previstas no processo.

No caso da Villa Renaux, a situação foi ainda mais complexa porque havia um herdeiro com direito à posse direta do imóvel, Vitor Renaux Hering, que residia no casarão.

De acordo com as informações da negociação, foi necessário estabelecer um acordo para viabilizar a transferência da propriedade e a entrega da posse, sem prolongar ainda mais as disputas judiciais.

Construída entre 1932 e 1935 pelo arquiteto alemão Eugênio Brandt, a Villa Renaux, em Brusque, Santa Catarina, foi adquirida por Luciano Hang, fundador da Havan, por R$ 8,32 milhões em 2025, após quase nove anos de negociações judiciais e burocráticas, segundo informações sobre a transação © Youtube, @LucianoHangOficial
Como os R$ 8,32 milhões foram divididos?

A proposta inicial apresentada pelo grupo ligado a Luciano Hang era de R$ 8 milhões. Após avaliações e ajustes no processo judicial, o valor final da compra foi estabelecido em R$ 8,32 milhões.

A divisão dos recursos também fez parte do acordo para a conclusão da venda. Confira os valores:

  • 80% do montante, equivalentes a R$ 6,656 milhões, foram destinados à massa falida da antiga fábrica, para o pagamento de dívidas e credores.
  • 20% do valor, correspondentes a R$ 1,664 milhão, foram destinados a Vitor Renaux Hering, em razão do acordo relacionado à entrega da posse do imóvel.

Os valores são calculados com base no preço final de R$ 8,32 milhões informado para a transação.

Além da definição dos valores, o processo envolveu avaliações imobiliárias e arquitetônicas, manifestações dos envolvidos e análise judicial. A proposta precisou passar pelas etapas necessárias para garantir a regularidade da venda e a destinação dos recursos aos credores.

A conclusão ocorreu após a homologação do acordo pela Justiça, encerrando uma negociação que se arrastava havia quase uma década.

A Villa Renaux, casarão histórico adquirido por Luciano Hang, fundador da Havan, por R$ 8,32 milhões, passou por quase uma década de negociações até ter a venda autorizada pela Justiça. Segundo informações do processo, a propriedade fazia parte do patrimônio da antiga fábrica de tecidos Carlos Renaux, que teve a falência decretada © Youtube, @LucianoHangOficial
Casarão histórico vai virar parque cultural, e não outra mansão particular

Apesar de ter adquirido a Villa Renaux, Luciano Hang não comprou o imóvel para transformá-lo em sua residência. O casarão histórico é distinto da casa particular em que o empresário vive com a família, em Brusque.

O projeto anunciado prevê a restauração da edificação e a preservação dos jardins e da área de mata, que somam 55 mil m². A proposta é transformar o espaço em um parque histórico-cultural, valorizando a memória da família Renaux e da indústria têxtil catarinense.

Em 2026, outro item histórico passou a integrar a iniciativa: um Mercedes-Benz 170 W15, de 1931, que pertenceu ao cônsul e foi adquirido por Hang para o acervo do futuro parque.

Com quase um século de história, 768 m² de construção e um terreno de 55 mil m², a Villa Renaux reúne arquitetura, memória industrial e uma negociação que precisou de anos de tramitação judicial até chegar às mãos do fundador da Havan.

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Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
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