Aos 23 anos, Jude Bellingham é um dos grandes protagonistas da Copa do Mundo de 2026 e comandou vitória da Inglaterra sobre a Noruega nas quartas de final ao marcar os dois gols da classificação. Mas, segundo o próprio jogador, parte desse sucesso passa longe dos gramados e tem sua mãe, Denise Bellingham, como a responsável.
Em uma entrevista depois da partida, Jude Bellingham, também considerado um dos principais galãs do torneio, revelou que os conselhos da sua mãe foram imprescindíveis para o sucesso contra a Noruega. Com um cartão amarelo acumulado, ele corria o risco de ficar fora da semifinal caso fosse advertido novamente.
"Minha mãe me disse a semana toda que eu deveria prestar atenção no meu linguajar, nos meus desarmes, na expressão, controlar as emoções. Ela me ensinou que eu deveria tomar cuidado com o cartão amarelo", comentou o atacante, que viralizou por apertar o bumbum de Haaland em campo.
"Para ser sincero, quando você joga da maneira certa e o juiz é bom, ele ainda deixa você se comunicar, de maneira respeitosa. Muitos juízes não deixam você fazer isso. Então, eu acho que quando eu tenho o equilíbrio certo e o árbitro está disposto a ouvir, tudo fica muito mais fácil. No final, foi um jogo muito competitivo de futebol", completou Jude.
A influência de Denise na vida do jogador começou ainda na adolescência, quando ela, hoje com 57 anos, começou a acompanhá-lo nas categorias de base e esteve ao seu lado durante a transferência para o Borussia Dortmund, em 2020.
Na época, Jude tinha apenas 17 anos e se mudou para a Alemanha para iniciar sua carreira no futebol europeu. Denise decidiu morar temporariamente com o filho para ajudá-lo na adaptação ao novo país, enquanto o pai, Mark Bellingham, permaneceu na Inglaterra acompanhando o caçula Jobe, que também seguiria carreira como jogador.
Hoje, Denise vive na Espanha, onde continua próxima do filho durante sua passagem pelo Real Madrid, onde compartilha os gramados com Vini Jr. Jude, por sua vez, declarou em entrevista ao The Times que considera a mãe uma peça essencial para manter o controle emocional em campo.
"Sem minha mãe, às vezes eu ficaria muito deprimido com as dificuldades ou muito eufórico com as conquistas, e me mantenho humilde porque a tenho por perto. Também é ótimo tê-la por perto porque ela é muito divertida. Nos damos muito bem e estamos sempre fazendo coisas juntos", garantiu Bellingham.
Em outra entrevista concedida ao The Guardian, ele fez questão de elogiar os pais: "Antes de serem ótimos pais, eles são ótimas pessoas. Cresci perto deles e vi como interagem com as outras pessoas, como as tratam. Quando você tem pessoas assim, não precisa que lhe digam como se comportar, você aprende isso com elas".
"Ambos são da classe trabalhadora e me ensinaram as coisas necessárias para me dar bem na vida. Você pode levar esses ensinamentos para a sua vida pessoal e social, mas também para o futebol: não desistir, trabalhar duro e, se você quer alguma coisa, se esforçar para conseguir", encerrou Jude Bellingham.