Se você conhece uma Jade, é muito provável que esteja atrelada à clássica muçulmana vivida por Giovanna Antonelli na novela 'O Clone'. Há cerca de 25 anos, um nome até então raro virou febre nacional graças a novela que parou o país. Em consequência, milhares de meninas tiveram o nome registrado em suas certidões de naacimento.
O tempo passou, mas o impacto ficou. Hoje, o Brasil soma mais de 26 mil mulheres chamadas Jade, o que coloca o nome como o 888º mais comum do país, um feito considerável para algo que nasceu como exceção. Muitas dessas Jades cresceram, ganharam rosto conhecido e mantiveram o nome em evidência.
Coicindência ou não, é o caso da influenciadora e atriz Jade Picon e da ginasta olímpica Jade Barbosa, entre tantas outras que ajudaram a consolidar o nome como forte, moderno e cheio de personalidade.
Antes da novela, Jade era um nome exótico, pouco ouvido nos corredores das escolas ou nas chamadas de lista. Mas bastou Giovanna Antonelli surgir na TV como a muçulmana dividida entre a tradição e o amor por Lucas para que tudo mudasse.
Em 2002, auge da trama, cerca de 5 mil meninas foram registradas com esse nome nos cartórios brasileiros. Mas existe uma curiosidade deliciosa que muita gente desconhece: 'O Clone' não foi a primeira novela a apresentar uma Jade ao público.
Dez anos antes, em 1991, Luciana Vendramini já fazia sucesso como Jade Ramos Rocha em 'Vamp', novela de Antônio Calmon. A personagem, moderna e estilosa, também deixou sua marca, e foi justamente a partir desse período que o nome começou a aparecer com mais frequência nos registros.
Para se ter uma ideia, até o fim dos anos 1980, havia em média apenas 600 pessoas chamadas Jade no Brasil. Com a exibição de 'Vamp', entre 1991 e 2000, esse número saltou para mais de 4.500 registros. Ou seja: O Clone não criou o nome do zero, mas foi responsável por transformá-lo em fenômeno definitivo.