O Dia do Silêncio, celebrado nesta quarta-feira, 7 de maio, é uma data relevante que serve como convite à reflexão e à introspecção.
Na teledramaturgia brasileira, o silêncio se tornou uma ferramenta poderosa, que, em vez de revelar segredos mirabolantes por meio de falas e diálogos, a falta de palavras também foi de grande valia.
Nesse sentido, o Purepeople relembra três personagens de novelas de Silvio de Abreu que não abriram a boca de jeito nenhum, mas entregaram tudo com seus gestos e expressões. Confira!
Em 'Rainha da Sucata' (1990), uma personagem que chegou nas últimas semanas da trama foi Odete. Interpretada por Thelma Reston, a empregada foi contratada para trabalhar na casa da socialite falida, Laurinha Figueroa (Glória Menezes).
Diferente da ex-funcionária da casa, Lena (Lolita Rodrigues), que tinha história própria, Odete só servia os patrões e era sempre cortada ao falar algo que parecia relevante.
Nos capítulos finais da novela global, descobriu-se que a personagem era comparsa de Renato Maia (Daniel Filho). Foi ela quem roubou, a mando do vilão, os 300 milhões de dólares que estavam guardados no roupeiro de Jonas (Raul Cortez).
Em 1998, o novelista repetiu o mesmo feito ao incluir a personagem Luzineide na novela 'Torre de Babel'. A empregada, vivida por Eliane Costa, era sempre cortada por Bina (Claudia Jimenez) quando decidia contar algo.
Ironicamente, a personagem de Claudia Jimenez dizia que a colega falava demais, entoando o inesquecível bordão 'Cala a boca, Luzineide'.
No último capítulo, Luzineide revelou todos os detalhes sobre a armação de Sandra (Adriana Esteves) para explodir o shopping Tropical Tower, que era o grande mistério da trama.
Diferente das novelas anteriores, em 'Passione' (2009), a personagem 'calada' ganhou voz no meio da história. Lurdinha (Simone Gutierrez) não era muda, mas ignorada a todo momento.
A partir do capítulo 122 ela teve a chance de falar, embora não acreditasse que desta vez não seria interrompida.
Veja abaixo quando Lurdinha falou em 'Passione':