Se para muitos telespectadores, Raul (Paulo Mendes) e Joélly (Alana Cabral) podem ser considerados pessoas sonsas por suas atitudes atrapalhadas e perigosas, como a falta de defesa da filha vendida para Samira (Fernanda Vasconcellos), existe alguém mais duvidosa: Rogério (Eduardo Moscovis).
O milionário voltou à cena para desmascarar as armações de Arminda (Grazi Massafera) e Ferette (Murilo Benício), mas suas ações soam estranhas. Sempre quando é indagado pela falta de ações em defesa de seus aliados, o empresário solta a icônica frase: 'mas eu estava morto, não podia fazer nada'.
Embora ele tenha razão entre aspas, as justificativas são vazias e servem para fugir de tamanha responsabilidade com quem lhe protege. Como exemplo, ele deixou a criação de Raul, filho que imaginava ser seu, aos cuidados da pessoa mais cruel, Arminda.
Rogério voltou, percebeu que o menino permanecia perdido, e mesmo assim não tomou nenhuma posição. Não demorou muito para que ele sumisse de novo, cuja justificativa seria proteger o filho. Atordoado, Raul foi morar na rua ao lado de mendigos.
Em meio a esse caos, uma pessoa terá coragem de jogar verdades em sua cara: Josefa (Arlete Salles). No capítulo desta quinta-feira, 19, a idosa reclamará da forma como ele geriu o esconderijo da escultura das três graças, o que colocou a vida de Gerluce (Sophie Charlotte) em risco.
Esperto, ele se defenderá ao dizer que não podia fazer nada porque estava legalmente morto. No entanto, Josefa rebaterá ao afirmar que o empresário errou ao esperar burocracias para tomar posse da escultura para cuidar dos seus amigos.
"Desculpa, Rogério, mas do modo como aconteceu, você também é culpado. Por que não tirou ela do ferro-velho e botou num lugar seguro?", questionará. E completará: "Sem falar que, enquanto a escultura ficou lá, Gerluce e o pessoal dela correram o risco de ser presos".
Rogério alegará que não podia fazer porque, oficialmente, estava morto. Ele ainda tentará justificar dizendo que se a escultura surgisse antes de ele aparecer, legalmente iria para as mãos de Arminda.
Mesmo assim, Josefa manterá sua posição, lembrando que Arminda já estava rondando o local, portanto, ele deveria ter pensado em uma forma de preservar a escultura e todos os seus aliados.
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