Quem viveu os anos 70 certamente se lembra do impacto da icônica Lancaster no Brasil. Símbolo de status e sofisticação, a fragrância marcou presença nos endereços mais badalados do Rio de Janeiro e de São Paulo, conquistando uma geração inteira. Agora, décadas depois, ela volta a despertar interesse, especialmente entre mulheres com mais de 50 anos que buscam elegância sem gastar muito.
A colônia Lancaster pode até ser considerada um verdadeiro "tesouro perdido", mas a verdade é que ela nunca deixou de existir. O que mudou foi o olhar do público. Em tempos em que perfumes importados atingem preços elevados, redescobrir uma fragrância clássica com excelente custo-benefício virou quase um achado precioso.
Diferente das fragrâncias leves e discretas que dominam o mercado atual, o Eau de Lancaster aposta em intensidade e presença. Não é exagero dizer que ele é o tipo de perfume que "chega antes" de quem usa. Lançado em 1977, foi criado pelos perfumistas Eugène Frezzati e Georges Würz, trazendo uma combinação complexa e envolvente.
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Entre as notas de topo estão Aldeídos, Manjericão, Néroli, Bergamota, Tomilho, Sálvia e Coentro. No coração, surgem acordes florais e especiados como Gerânio, Íris, Cravo-da-Índia, Rosa, Lavanda, Jasmim e Ládano. Já a base entrega profundidade com Almíscar, Cumarina, Sândalo, Patchouli, Musgo de Carvalho, Castóreo e Cedro.
Para muitas mulheres, o retorno da Lancaster está diretamente ligado à memória afetiva. O perfume carrega uma aura de elegância clássica, com uma assinatura olfativa que mistura o rústico ao sofisticado. Ao mesmo tempo, ele se destaca pela fixação e projeção acima da média, características cada vez mais valorizadas por quem não abre mão de um aroma duradouro.