Rodrigo Bocardi classificou de grande injustiça sua demissão da Globo no final de janeiro após 25 anos de contrato. Ex-âncora do "Bom Dia São Paulo" alegou que a emissora não apresentou nenhuma prova por uma suposta consultoria prestada por ele sem ter avisado ao canal em episódio que teria tido César Tralli como "dedo-duro".
"Eu não tenho vontade de falar sobre isso, porque essa conversa é estritamente silenciosa e jurídica. Mas já que você pergunta, eu falo: houve uma acusação onde nenhuma prova foi apresentada, sobre nada", resumiu em conversa com Celso Giunti. Após sua saída da Globo, Bocardi foi substituído por Sabina Simonato no telejornal local e sondado por algumas emissoras como SBT, porém segue fora do ar.
Outra versão apontada para a demissão de Bocardi envolve uma suposta cobrança do jornalista a empresas prestadoras de serviços públicos para não criticá-las no "Bom Dia...". O ex-Globo negou tal atitude. "Cara, a minha resposta pra isso é, pegue as duas mil, três mil edições que eu apresentei do jornal e veja um dia que eu deixei de falar de alguém que deveria ter falado", se defendeu.
Envolvido em acusações de racismo e machismo, questionou: "Na boa, o único cara crítico num jornal ao vivo que criticava todo mundo, como é que ele ia oferecer um negócio sendo que não era só eu? Não era só eu que tinha um comando sobre isso?".
"Quanta gente tá ali que faz caras e bocas para determinados assuntos? Assim, não quero mais falar sobre isso, não quero. Porque a minha fala sobre isso, ela é silenciosa e ela é jurídica. Porque o que foi feito comigo foi uma grande injustiça", sacramentou.
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