Mais de 28 anos se passaram desde a morte chocante da Princesa Diana, conhecida mundialmente como Lady Di, que faleceu em um acidente trágico no dia 31 de agosto de 1997, em Paris. Mesmo com quase três décadas do ocorrido, o mundo ainda repercute o assunto com novas polêmicas e teorias.
Em 1995, Lady Di deu uma entrevista polêmica para a BBC onde disse que "éramos três neste casamento", expondo as traições do Rei Charles III. Agora, um novo livro, lançado pelo jornalista investigativo Andy Webb, indica que essa interação foi conduzida sob circunstâncias muito mais sombrias do que se imaginava... e que, segundo ele, "mudaram o rumo da vida de Diana" de forma trágica.
O que Diana não sabia é que esse encontro com a imprensa só havia acontecido graças a um esquema fraudulento. Anos depois, uma investigação independente conduzida por Lord Dyson revelou que o jornalista Martin Bashir utilizou documentos falsificados para conquistar a confiança da princesa e do irmão dela, Charles Spencer.
No livro 'Dianarama: Deception, Entrapment, Cover-Up - The Betrayal of Princess Diana', Webb detalha como Bashir se aproximou da família Spencer usando extratos bancários adulterados e histórias inventadas sobre supostas conspirações dentro do palácio. As falsificações indicavam que assessores de confiança de Diana estariam vendendo informações e que pessoas próximas a ela recebiam dinheiro para espioná-la.
Segundo o autor, o jornalista ainda espalhou rumores de que o Príncipe Charles estaria envolvido em um relacionamento com a babá dos filhos e insinuou que a vida de Diana poderia estar em risco. As mentiras foram estratégicas — e eficazes. Isolada, fragilizada e cansada das sucessivas invasões de privacidade, Diana acreditou que aquela entrevista era a única forma de se proteger e de contar sua versão dos fatos.
A investigação de Dyson, publicada em 2021, responsabilizou Bashir pelas falsificações, mas também apontou falhas internas graves dentro da BBC. Documentos e testemunhos mostram que a emissora tinha provas de que o jornalista havia usado métodos irregulares, mas preferiu abafar as denúncias em vez de agir. A investigação de 1996, realizada pela própria emissora, foi descrita como "ineficaz" e omitiu informações essenciais.
Para o irmão da princesa, Charles Spencer, o impacto da entrevista não se limitou às semanas seguintes, já que ele acredita que sua repercussão direta contribuiu para a vulnerabilidade que Diana enfrentou nos últimos meses de vida. Sem confiar na estrutura de proteção do reino, afastada de conselheiros próximos e dependente de seguranças particulares, ela viajou para Paris em agosto de 1997 já abalada psicologicamente.
"Pessoas de alto escalão participaram da obtenção dessa entrevista por meio de um engano terrível. Tenho certeza de que isso levou diretamente à vulnerabilidade de Diana em Paris", disse Spencer, corroborando a informação de que ela morreu sem saber da verdade.
"A vida dela teria seguido um rumo diferente se ela tivesse sido avisada. Ela poderia muito bem estar viva hoje — uma avó de 64 anos, curtindo seus cinco netos. As consequências foram letais", completou o autor Andy Webb.