A educação é um dos pilares mais importantes da convivência humana. Pequenos gestos, como dizer 'por favor', 'com licença' e 'obrigado', ajudam a criar relações mais saudáveis e tornam o dia a dia mais agradável.
No entanto, algumas pessoas acabam adotando comportamentos e expressões que, muitas vezes revelam falta de empatia, respeito ou disposição para compreender o outro.
Na ficção, Pilar (Isabel Teixeira), na novela 'Quem Ama Cuida', na Globo, é um tremendo poço de falta de educação. Estúpida, arrogante e metida, ela estraga qualquer ambiente. Suas atitudes deixam claro que dinheiro e poder não têm relação direta dom boa educação.
Enquanto isso, a psicologia tem se dedicado há décadas a estudar como a comunicação influencia os relacionamentos. Um dos principais nomes dessa área é o psicólogo Howard Gardner, criador da teoria das inteligências múltiplas.
Entre elas, destaca-se a inteligência interpessoal, que corresponde à capacidade de compreender os sentimentos, necessidades e perspectivas das outras pessoas.
Segundo Gardner, desenvolver essa habilidade é fundamental para construir conexões genuínas. Por isso, algumas frases consideradas comuns podem ser verdadeiros obstáculos para uma convivência respeitosa.
A primeira delas é: "É assim mesmo". Embora pareça inofensiva, a expressão costuma transmitir conformismo e falta de empatia diante dos problemas dos outros. Em vez de acolher ou buscar soluções, a pessoa simplesmente encerra a conversa.
Outra frase bastante criticada pelos especialistas é "Não é problema meu". Pessoas que utilizam frequentemente essa expressão tendem a demonstrar pouca disposição para ajudar ou trabalhar em equipe.
A terceira é "Eu te avisei, eu sempre tenho razão". Nesse caso, o foco deixa de se resolver a situação para destacar quem estava certo. Também chama atenção "Não me importo", que transmite desinteresse e pode fazer com que o ouvinte se sinta ignorado ou desvalorizado.
Outra expressão recorrente é "Eu sou assim mesmo". Para a psicologia, essa frase pode indicar resistência ao autoconhecimento e à mudança. Em vez de refletir sobre o impacto das próprias atitudes, a pessoa usa a justificativa como um escudo.
Já a frase "Isso é um absurdo", quando utilizada para invalidar sentimentos ou opiniões alheias, demonstra pouca abertura para ouvir perspectivas diferentes. Muitas vezes, ela encerra conversas que poderiam ser produtivas.
Por fim, aparece a expressão "Não tenho tempo para essas coisas". Embora a falta de tempo seja uma realidade para muita gente, a frase pode transmitir desprezo pelas preocupações de outra pessoa, especialmente quando usada de forma repetitiva.
Em um mundo cada vez mais acelerado, a educação continua sendo um diferencial importante. E, muitas vezes, ela não está em grandes gestos, mas nas palavras que escolhemos usar todos os dias.
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