Nesta sexta-feira (18), a TV Globo exibe "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" na tradicional “Sessão da Tarde”, às 15h30. A aventura estrelada por Harrison Ford, um dos nomes mais icônicos do cinema americano, traz o arqueólogo mais famoso das telonas em uma corrida contra agentes soviéticos para encontrar uma misteriosa caveira com poderes sobrenaturais. Mas, por trás do chapéu, do chicote e da fama, há uma história pouco conhecida e com um elo surpreendente com o Brasil.
Muito antes de ser consagrado por franquias como Star Wars e Indiana Jones, Harrison Ford tinha um ofício bastante simbólico — e, para muitos, até espiritual. Nos anos 1970, ele trabalhou como carpinteiro em Los Angeles, uma profissão que remete diretamente à figura bíblica de José, pai de Jesus. E foi justamente martelando, cortando madeira e levantando estruturas que ele teve um encontro inesperado com a música brasileira.
Em dezembro de 2015, Sérgio Mendes, renomado músico brasileiro radicado nos Estados Unidos, compartilhou nas redes sociais uma foto histórica e curiosa: nela, um jovem Harrison Ford, sem camisa, aparece com a equipe que construiu seu estúdio de gravação, no fim da obra. Segundo Mendes, Ford foi contratado como carpinteiro para erguer o espaço onde o cantor viria a trabalhar com seu grupo Brasil ‘66.
“Antes de Han Solo, havia um ótimo carpinteiro chamado Harrison Ford”, escreveu Sérgio, em inglês, na legenda do post, acrescentando: “E aqui está ele, com sua equipe, no dia em que terminaram a construção do meu estúdio. Obrigado, Harrison. Que a força esteja com você”.
Embora Harrison Ford tenha iniciado sua carreira como ator em 1966, foram anos de papéis pequenos e pouco expressivos. O trabalho como carpinteiro, na verdade, surgiu como uma maneira de sustentar a família enquanto buscava melhores oportunidades em Hollywood. Ironicamente, foi por meio dessa profissão que ele voltou ao radar de George Lucas, com quem já havia trabalhado em "American Graffiti" (1973). Quando o diretor preparava o elenco para "Star Wars" (1977), Ford foi chamado inicialmente para ler falas com outros candidatos — e acabou sendo escalado como o lendário Han Solo.
O resto é história. O ator não só se tornou um dos rostos mais reconhecíveis do cinema, como protagonizou franquias bilionárias e, décadas depois, retornaria ao papel em "O Despertar da Força" (2015), um dos filmes de maior bilheteria da história.
A conexão entre Sérgio Mendes e Harrison Ford ganha ainda mais peso quando se observa o legado que ambos deixaram ou ainda constroem. Sérgio Mendes faleceu em 5 de setembro de 2024, aos 83 anos, em Los Angeles, após complicações de uma COVID prolongada, de acordo com informações do The Times. Ícone da bossa nova e responsável por internacionalizar a música brasileira, Mendes eternizou sucessos como Mas que Nada e chegou a ser indicado ao Oscar por sua colaboração na animação Rio.
Enquanto isso, Harrison Ford, também com 83 anos, segue em plena atividade. Segundo o Deadline, o ator recebeu sua primeira indicação ao Emmy em 2024 por sua atuação comovente na série "Shrinking", em que interpreta um terapeuta com Mal de Parkinson. A performance mostra que, mesmo décadas após Han Solo e Indiana Jones, Ford ainda se reinventa e continua relevante na indústria do entretenimento, um verdadeiro símbolo de longevidade em Hollywood.
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