Filha do cantor sertanejo Rick Sollo pediu perdão a Deus e afirmou que sua fé está fraca, em post compartilhado no seu Instagram, que é fechado, neste sábado (26). Compositor de mais de 660 músicas e parceiro de dupla sertaneja de Renner ao longo de quatro décadas não consecutivas, o artista morreu aos 59 anos na última segunda-feira (21) após a queda de um helicóptero em Urubici (SC).
A aeronave fabricada em 2001 e com certificação válida para mais 11 meses transportava outras quatro pessoas e o mau tempo pode ter contribuído com a tragédia - a perícia seguia em andamento até o fechamento desta matéria. "Deus, me perdoa, mas minha fé está fraca. Eu estou machucada. Cansada no corpo, cansada na alma, cansada de procurar sentido onde só encontro ausência", iniciou Monica, 41 anos, irmã de Victor e filha mais velha de Rick e Geralda Helena, que ficaram juntos por 42 anos.
Na rede social, a primogênita de Rick admitiu a dificuldade em manter a fé diante da morte trágica do pai famoso. "Eu ainda acredito, mas é um acreditar cansado, cheio de rachaduras. Não é falta de amor, é excesso de dor", escreveu ela, usando expressão semelhante à equipe de Rick & Renner para justificar o velório e o sepultamento do cantor sem a presença dos fãs, e apenas para familiares e amigos.
"Tem dias que eu não consigo confiar. Não consigo agradecer. Não consigo entender porque precisei perder para ser forte", acrescentou Monica.
Na sequência, a irmã de Victor admitiu: "Minha fé não acabou, ela só está sentada no chão, chorando junto comigo". A filha de Rick, nascido Geraldo Antônio de Carvalho, voltou-se a virar para Deus. "Se o Senhor ainda estiver me ouvindo, não me cobre firmeza agora. Me deixa fraca um pouco. Me deixa humana. Porque continuar mesmo muito ferida já está sendo o máximo que eu consigo", finalizou.
Além do cantor, o acidente de helicóptero vitimou o piloto Antônio Nóbrega de Araújo, o copiloto Leopoldo Barros Teixeira, o empresário e palestrante Bruno Avelar, e o videomaker Paulo Soares. A tragédia aérea com Rick se soma a de outras mortes semelhantes como as dos Mamonas Assassinas (1996), Rômulo Arantes (2000), do time da Chapecoense (2016), Gabriel Diniz (2019), e de Marília Mendonça (2021).