Maior nome do rotulado "mundo-cão" na TV do fim dos anos 1990, Ratinho estreava no SBT há 27 anos após deixar a Record. Na época, o apresentador (hoje com 69 anos, sendo 33 de carreira) fez o caminho inverso ao de Eliana, que mal havia acabado de trocar a emissora de Silvio Santos pelo canal de Edir Macedo após uma certa insatisfação.
Em agosto de 1998, Ratinho comandava dois programas na Record, podendo ser visto nos sete dias da semana, alcançava a liderança na audiência, e tinha uma multa junto à emissora de R$ 44 milhões. No SBT, estreou em 8 de setembro e apenas três meses após o lançamento do "Programa do Ratinho" o polêmico apresentador se envolveu no maior controverso episódio de sua carreira, reforçando o rótulo de "rei da baixaria".
No final daquele ano, Wellington Camargo, irmão de Zezé Di Camargo e Luciano, havia sido sequestrado e Ratinho propôs uma arrecadação de dinheiro via telefonemas para ajudar a bancar o resgate do tio de Wanessa Camargo. No final, a tentativa de ajuda acabou atrapalhando as negociações e Wellington só seria solto em março do ano seguinte.
Filho de Maria Talarico Massa, morta em julho, Ratinho admitiu ter errado ao tentar ajudar os irmãos Camargo. A confissão foi feita em documentário que o SBT lança nesta noite e batizado de "Ratinho Sem Filtro". "Eu conhecia os sequestradores, eram violentos e criaram fama no meu estado (Paraná)", admitiu o polêmico comunicador.
"Então falei na televisão que fazia uma campanha e arrecadava o que eles pediam. O Zezé e o Luciano, principalmente o Luciano, ficaram ofendidos. Eu fiquei com medo, mas eu devia ter ficado quieto. Foi um erro. Eu pedi desculpas e ficou tudo certo depois", completou Ratinho, acusado de constranger uma bailarina do seu programa com comentário a respeito do cabelo da dançarina.