'Menos disputa política e mais ação': âncora da Globo do 'BDRJ', Flávio Fachel critica postura de Claudio Castro após operação mais letal da história da cidade
Publicado em 28 de outubro de 2025 às 20:15
A megaoperação que deixou 64 mortos e 81 presos foi a mais letal da história do Rio, segundo dados confirmados pelo Palácio Guanabara
'Menos disputa política e mais ação': âncora da Globo do 'BDRJ', Flávio Fachel critica postura de Claudio Castro após operação mais letal da história da cidade 'O povo exige menos disputa política e mais ação', afirmou Flávio Fachel, segundo publicação feita pelo próprio jornalista no X (antigo Twitter) A megaoperação que deixou 64 mortos e 81 presos foi a mais letal da história do Rio, segundo dados confirmados pelo Palácio Guanabara Barricadas e ônibus incendiados paralisaram a cidade durante a tarde, segundo o Centro de Operações e Resiliência do Rio (COR) Flávio Fachel defendeu cooperação entre União, Estado e municípios no combate ao crime, segundo repercussão feita durante o “BDRJ”, da TV Globo

A terça-feira (28) ficou marcada como uma das mais violentas da história do Rio de Janeiro. Em meio ao caos e à dor, a postura do governador Cláudio Castro provocou reações até dentro da própria emissora que costuma acompanhar de perto os desdobramentos da segurança pública fluminense. O jornalista e âncora do "Bom Dia Rio", Flávio Fachel, usou as redes sociais para expressar indignação com a falta de coordenação entre os poderes diante da tragédia que atingiu o estado.

Crítica direta ao governo

Em uma publicação no X (antigo Twitter), Flávio Fachel escreveu: “Hoje, o governo do Estado do RJ admitiu que não tem como enfrentar sozinho as quadrilhas instaladas no Rio. O povo exige menos disputa política e mais ação. Não há saída sem o trabalho conjunto da União, Estados, Municípios, Legislativo, Judiciário e MP.”

A mensagem do jornalista veio poucas horas após o governador Cláudio Castro afirmar, em entrevista coletiva, que o governo federal negou ajuda para a operação e que o estado teria atuado “sozinho” nos complexos do Alemão e da Penha, zonas que foram palco de intensos confrontos durante a Operação Contenção, ação que se tornou a mais letal da história do Rio.

A operação que parou a cidade

Segundo informações divulgadas pelo G1, a megaoperação deixou 64 mortos, sendo 4 policiais, e 81 presos. A ação, que visava enfraquecer o poder do Comando Vermelho (CV), contou com mais de 2.500 agentes das forças de segurança e transformou a cidade em um verdadeiro cenário de guerra.

No início da tarde, facções criminosas orquestraram represálias violentas, bloqueando vias importantes como a Linha Amarela, a Avenida Brasil e a Grajaú-Jacarepaguá. A capital fluminense viveu horas de tensão, com ônibus incendiados e escolas fechadas em diversos bairros.

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Durante coletiva, Cláudio Castro voltou a responsabilizar o governo federal, alegando que pedidos de apoio, como o empréstimo de blindados, foram negados três vezes. Segundo ele, a ausência da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), instrumento de cooperação entre Exército e polícias estaduais, teria impedido maior eficiência.

Por outro lado, o governo federal rebateu as acusações e informou, em nota, que tem atendido prontamente aos pedidos do estado para o emprego da Força Nacional. O impasse reacendeu o debate sobre a necessidade de cooperação entre as esferas de poder e a responsabilidade de cada uma no enfrentamento ao crime organizado.

'Cenas de guerra' e críticas de órgãos de direitos humanos

As imagens registradas nos complexos da Penha e do Alemão mostraram intensos tiroteios, colunas de fumaça e moradores se protegendo em meio ao fogo cruzado. Vídeos divulgados por emissoras locais exibiram criminosos fugindo em fila indiana, enquanto drones lançavam bombas contra as forças policiais.

A Defensoria Pública da União (DPU) e a Anistia Internacional divulgaram notas de repúdio, classificando a operação como “a mais letal da história do estado” e alertando para a violação de direitos humanos. A DPU lembrou que o Supremo Tribunal Federal, ao julgar a ADPF 635 (ADPF das Favelas), determinou que ações policiais em comunidades devem ser excepcionais e planejadas para minimizar riscos à população civil.

Já a Anistia Internacional, em comunicado reproduzido pelo G1, afirmou que “a segurança pública não se faz com sangue” e que o governo de Cláudio Castro “detém o título de responsável por quatro das cinco operações mais letais da história do Rio de Janeiro”.

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Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
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