Às vezes, tudo o que você precisa é de um bom drama policial para desligar um pouco das coisas difíceis da semana, e essa minissérie cumpre bem esse papel. É viciante, dinâmica, cheia de camadas e conta com um elenco forte liderado por Wagner Moura, indicado ao Oscar 2026, e Brian Tyree Henry. Estamos falando de 'Ladrões de Drogas', disponível na Apple TV e Prime Video.
Para a crítica, é uma das melhores minisséries da Apple TV, mas ainda passa meio despercebida pelo grande público. Criada por Peter Craig, roteirista de 'Batman', que trouxe Robert Pattinson no papel do herói da DC ao lado de Zoë Kravitz, a série chamou atenção dos críticos. Alguns chegaram a dizer que "os momentos hilários desta comédia policial são como uma mistura de 'Brooklyn Nine-Nine' e 'Breaking Bad'".
Lançada em 2025, 'Ladrões de Drogas' é um thriller, mas também brinca com o humor. Ao lado de Wagner e Henry, o elenco ainda conta com Kate Mulgrew, Ving Rhames, Dustin Nguyen e Marin Ireland, nomes que sustentam bem a proposta da série.
A trama estrelada por Wagner Moura é baseada no livro de mesmo nome (Dope Thief), escrito por Dennis Tafoya, um ex-lutador que virou autor de thrillers policiais ambientados na Filadélfia. O primeiro episódio foi dirigido por Ridley Scott, que também assina a produção.
A trama começa quando dois amigos que se conheceram na prisão decidem se passar por agentes da DEA na Filadélfia. A ideia é simples: roubar traficantes e ganhar dinheiro com isso. Mas tudo sai do controle quando eles acabam esbarrando na maior rota de tráfico da Costa Leste dos Estados Unidos. A partir daí, o plano muda completamente, e o foco deixa de ser o golpe para virar sobrevivência.
Scott dirige apenas o episódio inicial e depois entrega a condução da série para Marcela Said, de 'Narcos: México', e Jonathan van Tulleken, de 'Shōgun'. A história poderia facilmente funcionar como um filme no estilo de 'American Gangster', mas aqui é o puro vício em uma minissérie de oito episódios que prende sua atenção do começo ao fim.
Juntos, Brian Tyree Henry e Wagner Moura, alvo de críticas de Ratinho, exploram a solidão masculina e constroem uma relação de amizade frágil, que contrasta com a violência ao redor de suas realidades. Essa conexão faz com que o público se envolva com dois personagens que, apesar de seus erros, precisam lidar com as consequências das próprias escolhas para continuar vivos.
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