Sandra Regina Ruiz Gomes, o Sandrão, sofreu uma derrota irreversível no processo contra a Prime Video, plataforma de streaming que lançou a série “Tremembé”. Segundo informações do colunista Gabriel Vaquer, do jornal Folha de São Paulo, a Justiça de São Paulo negou o pedido para que a produção fosse retirada do ar. Não cabe mais recurso.
Segundo o relator do caso, o juiz Wilson Lisboa, a liberdade artística precisa ser respeitada e retirar a série do ar seria algo grave. "A suspensão integral da exibição da obra, em sede liminar, implicaria restrição ampla e genérica à liberdade de manifestação, providência que somente se justifica diante de prova inequívoca de ilicitude e de risco concreto e imediato, o que não se verifica de forma suficiente nesta fase sumária", argumentou o magistrado.
No entanto, a guerra não está totalmente perdida para Sandrão. O juiz avaliou que existem, sim, elementos graves para uma ação de indenização por dano moral. O ex-presidiário quer R$ 3 milhões, mas o pedido ainda não tem data para ser apreciado judicialmente.
Na ação, Sandrão alega que a série causou diversos problemas para sua vida. Ele ainda aponta que “Tremembé” exibiu “um conteúdo ficcional” e que sua imagem foi utilizada sem autorização.
Entre os elementos que Sandrão garante que são mentirosos, a ex-detenta diz que há detalhes falsos sobre o crime pelo qual foi condenada e sobre o relacionamento com Suzane von Richthofen.
Sandrão confirma que se envolveu amorosamente com Suzane, mas nega ser a “líder” do presídio, como a série retrata. Ela também afirma que nunca recebeu produtos em nome da assassina dos pais em sua casa, como retratado na sequência que fala da infame entrevista a Gugu Liberato.
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