Aconteceu na última segunda-feira, 14 de setembro, a 78ª edição do Emmy, principal premiação da televisão americana.
Diferente dos últimos anos em que os prêmios ficaram concentrados em um número limitado de séries, desta vez as estatuetas acabaram mais distribuídas entre diferentes produções.
Um cenário que abriu espaço para boas surpresas, como a vitória de “DTF St. Louis” em Melhor Minissérie e de Tom Pelphrey, de “Task”, como Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama.
O que não surpreendeu muita gente, no entanto, foi a bem-sucedida campanha de “Widow’s Bay”. A comédia de terror do Apple TV foi a grande estrela da noite, levando para casa seis estatuetas durante a cerimônia principal.
Criada por Katie Dippold para o serviço de streaming, a produção venceu nas categorias de:
- Melhor Série de Comédia;
- Melhor Direção em Série de Comédia (Hiro Murai);
- Melhor Roteiro em Série de Comédia (Katie Dippold);
- Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia (Stephen Root);
- Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia (Kate O'Flynn);
- Melhor Ator em Série de Comédia (Matthew Rhys).
Somadas às oito conquistas no Creative Arts Emmy, entregues na semana anterior, essas vitórias fizeram a produção chegar a 14 prêmios.
Com isso, “Widow’s Bay” superou as 13 estatuetas conquistadas por “O Estúdio” e estabeleceu o recorde de comédia mais premiada em uma única temporada do Emmy.
Além disso, Matthew Rhys também fez história na premiação. Além de vencer como Melhor Ator em Série de Comédia por “Widow’s Bay”, ele recebeu o prêmio de Melhor Ator em Minissérie ou Filme para TV por “O Monstro em Mim”, da Netflix.
Assim, tornou-se a primeira pessoa a conquistar dois Emmys principais de atuação na mesma noite.
Lançada em abril de 2026 pela Apple, “Widow’s Bay” não agradou apenas a crítica. A produção foi um sucesso global entre os assinantes da plataforma e foi muito elogiada pela originalidade de seu roteiro, assim como pela qualidade de suas atuações.
Com uma atmosfera que remete às histórias de Stephen King e H. P. Lovecraft, mas também traz doses de um humor bastante peculiar, a série se passa na fictícia ilha de Widow’s Bay, uma comunidade aparentemente pacata na costa da Nova Inglaterra que convive com uma maldição secular.
No local, além de estranhos acontecimentos ocorrerem de tempos em tempos, reza a lenda que os habitantes nascidos na ilha nunca podem deixá-la. Um mito que Tom Loftis, prefeito de Widow's Bay, acredita não passar de uma superstição, assim como todas as outras “esquisitices locais”.
É justamente por desacreditar nessas tradições que Tom faz de tudo para transformar Widow’s Bay em um destino turístico — sem imaginar, é claro, que ao finalmente atrair visitantes para a ilha, pode acabar colocando moradores e turistas em perigo.
Com uma primeira temporada de dez episódios, a série foi renovada para o segundo ano em 11 de junho, antes mesmo da exibição do último episódio.
A decisão demonstra a confiança da Apple na produção, embora ainda não tenha sido divulgada uma data para a estreia dos novos capítulos.
Matthew Rhys deve continuar à frente da história, enquanto Jeff Hiller, que teve uma participação recorrente no primeiro ano, foi promovido ao elenco regular da segunda temporada.
Enquanto os novos episódios não chegam, a primeira temporada permanece disponível no Apple TV e é uma ótima opção para quem procura uma maratona repleta de mistérios, sustos e humor.