Preta Gil, filha de Gilberto Gil, foi um símbolo de representatividade e resistência. Vítima de câncer colorretal, a cantora faleceu em 2025 após intensa luta contra a doença.
Com sua morte, sua trajetória foi fortemente lembrada e homenageada nas mídias.
Nesse cenário, o padre Danilo César acabou associando a fé da artista em religiões de matriz afro-indígena à morte e ao sofrimento, o que gerou forte repercussão.
A situação ganhou destaque e foi parar na Justiça. Saiba que fim levou.
"Como é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás. Cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?", disse o padre.
Na época da morte de Preta, as declarações de intolerância religiosa causaram forte indignação no país e na família da falecida.
Além de mencionar a morte de Preta Gil, o sacerdote se referiu a religiões de matriz afro-indígena como “coisas ocultas” e chegou a afirmar que desejava “que o diabo levasse” quem buscasse essas práticas. Um absurdo completo!
Vale lembrar que o padre já afirmou ter agido no limite da liberdade religiosa.
O padre Danilo César acabou se desculpando na época e chegou a um acordo com o Ministério Público Federal. Saiba mais.
A coisa não parou por aí. Isso porque ainda havia um processo aberto contra ele por danos morais, no valor de R$ 370 mil, solicitado pela família de Preta, incluindo seu pai, o cantor e compositor Gilberto Gil. Eita!
A defesa da família ficou no comando do advogado Fredie Didier, que alegava que, até então, o padre não havia reconhecido verdadeiramente a responsabilidade pelos fatos, limitando-se apenas a reafirmar sua fé católica.
Nesta semana, finalmente os dois lados chegaram a um acordo: o padre Danilo César reconheceu que cometeu intolerância religiosa e se comprometeu a entregar cestas básicas a instituições de caridade.
Esperamos nunca mais ouvir coisas desse tipo, ainda mais em uma situação tão triste como essa.