Um caso de violência brutal ocorrido na Tailândia ganhou destaque nesta segunda-feira (10): um calouro universitário, que também é Mister Teen Global Tailândia, foi atacado por veteranos de sua universidade. O ataque, que incluiu queimaduras com sopa fervente, corte de cabelo e extorsão, mobilizou a comunidade LGBTQ+ local, que exige justiça e punição para os responsáveis.
A vítima foi submetida a uma série de agressões físicas e psicológicas. Além de ter sido queimado com sopa fervente, o que lhe causou queimaduras, o jovem teve seu cabelo cortado e foi forçado a assinar um contrato de empréstimo fraudulento no valor de 50 mil baht (aproximadamente R$ 8.500). Os agressores também o coagiram a abandonar disciplinas do curso.
A comunidade LGBTQ+ da Tailândia não deixou barato e se mobilizou em peso, exigindo justiça e punição para os responsáveis. Centenas de pessoas cercaram o condomínio na Tailândia em busca de vingança contra agressora que despejou sopa fervente em jovem gay. A polícia precisou intervir para controlar a situação, mas a comunidade permanece mobilizada e determinada a buscar justiça.
A situação ficou ainda mais grave quando descobriram o envolvimento de ninguém menos que a Miss Teen Trans Tailândia, Prare Raksak! A organização do concurso agiu rapidamente, anunciando sua destituição e expressando seu repúdio à violência. Em comunicado oficial, a organização reafirmou seu compromisso com a promoção do respeito e da igualdade.
O ativista Kan Jompalang, declarou que a comunidade LGBTQ+ não tolera violência de jeito nenhum, independentemente de quem cometeu o crime. Ele e outros ativistas estão lutando para que o caso seja investigado a fundo e os culpados paguem pelo que fizeram.
E tem mais: o caso já está sendo comparado com o "Dia das Katoeys Guerreiras", que rolou em 2024, quando um grupo de mulheres trans tailandesas se uniu para enfrentar um grupo de mulheres trans filipinas que cometeram agressão.
A hashtag #สาดน้ําร้อน (que significa "jogar água quente" em tailandês) tem sido amplamente utilizada nas redes sociais para denunciar o caso e mobilizar apoio à vítima.
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