No último final de semana, a cantora Tati Quebra Barraco abriu uma verdadeira caixa de pandora ao vir em suas redes sociais para denunciar a falta de repasses financeiros em suas obras, feitas pela editora que cuida do seu catálogo e citando também o empresário DJ Marlboro. Depois de sua declaração, diversos outros funkeiros se uniram em reclamação.
Além de Tati, nomes como MC Marcinho e os herdeiros do Mr. Catra também comentaram sobre o assunto nas redes sociais. E o assunto chegou, inclusive, em Claudinho e Buchecha, que recentemente ganharam um filme sobre sua história. Através do seu perfil do Instagram, Vanessa Ferreira, viúva e herdeira de Claudinho, disse não receber os seus direitos pela obra do pai.
Através de um comunicado, Vanessa, que teve um filha com o cantor chamada Andressa, alegou que os direitos autorais das obras do marido, que morreu em 2002, aos 26 anos, não estão sendo pagos corretamente. De acordo com a herdeira de Claudinho, a família está sendo afetada pela suposta fraude envolvendo as editoras responsáveis pelo catálogo da dupla.
"Como parte herdeira do Claudinho, reitero a denúncia da Tati Quebra Barraco, MC Marcinho e MC Catra: as editoras que são detentoras das principais obras da dupla (Rap do Salgueiro, Nosso sonho, Carrossel de emoções e Barco da paz) NÃO fazem o repasse corretamente para o espólio", disse em uma nota publicada no feed.
Apesar da denúncia de Vanessa Ferreira, Buchecha também veio à público dizer que sua parte também não vinha sendo paga adequadamente: "A bomba está estourando. Essa bomba ia estourar em algum momento. O primeiro vítima foi da Tati, fazendo uma denúncia dos direitos dela sendo violados. [...] Eu também já fui vítima dessas editoras do funk", disse.
"Só no funk, as editoras não enviam relatórios para os artistas. Os artistas não têm direito de regravar suas músicas. Eu já fui vítima disso. Isso está errado. Os artistas não podem ter seus direitos violados dessa maneira", disse o cantor, hoje com 50 anos.
Depois que publicou a denúncia, Vanessa Ferreira veio à público nos stories do Instagram para esclarecer as dúvidas do público. Segundo ela, a reclamação se deve apenas à falta de pagamento dos direitos da obra de Claudinho e Buchecha, mas não sobre o filme 'Nosso Sonho', lançado em 2023.
"O filme está fora de questão, não tem nada a ver com o filme. O que está em questão agora é exatamente o que a Tati vem fazendo barulho. A falta de transparência, a falta de esclarecimentos, falta de prestações de conta do que é, o que não é sobre a editora, sobre as músicas e sobre os direitos autorais", esclareceu.
"Não tem nada a ver com o filme. Só pra deixar claro aqui pra vocês que estão misturando uma coisa na outra", completou a viúva de Claudinho, prometendo que, em breve, publicará um vídeo detalhado explicando tudo o que permeia o assunto.
Citado por Tati Quebra Barraco na denúncia, DJ Marlboro chegou a responder a funkeira negando sua associação no assunto e disse que "não pagar os autores é um tiro no próprio pé, pois, não pagando, corre-se o risco de perder as obras e, sem as obras, meu patrimônio acaba, não é inteligente deixar de pagar os direitos".
"O prejuízo de não pagar os direitos é muito maior do que o valor de apropriação dos direitos alheios. É burrice não pagar os direitos dos autores, um verdadeiro tiro no pé", completou o funkeiro, alegando ainda nunca ter colocado seu nome nas músicas da funkeira para o recebimento de honorários.
Na ocasião, Tati disparou: "Hoje não posso fazer publicidade porque não tem liberação do DJ Malboro. Vocês não tem noção de quanto eu perco de publicidade? É muita coisa. Por causa de quem? Porque a música não é autorizada. Sendo assim, a Tati não pode trabalhar. Só pode trabalhar se é autorizado".
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