⚠️ Alerta: este conteúdo aborda violência doméstica e pode ser sensível para alguns leitores. Em caso de violência contra a mulher, denuncie: Ligue 180.
A delicada situação vivida por Giovanna Batista Santos, filha do ex-jogador Vampeta, ganhou novos desdobramentos após a jovem ter dito que foi vítima de violência doméstica nos Estados Unidos.
Dias depois de ser presa na Flórida sob acusação de agressão, ela decidiu quebrar o silêncio e contou que passou por momentos de desespero, tanto por causa da violência sofrida durante o casamento, quanto pelo risco à própria saúde em razão da interrupção de um tratamento essencial.
Em entrevista à revista Quem, Giovanna afirmou que permaneceu cerca de 24 horas sem acesso aos medicamentos de uso contínuo que precisa tomar desde que passou por um transplante de coração.
Segundo ela, a falta da medicação comprometeu seu estado clínico e fez com que precisasse ser internada logo após deixar a prisão.
A filha de Vampeta havia sido presa sob acusação de violência doméstica e acabou liberada mediante o pagamento de uma fiança de US$ 500, cerca de R$ 2,7 mil na cotação atual.
Após deixar a unidade prisional, foi encaminhada a um hospital, onde permaneceu dois dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela recebeu alta apenas neste sábado (1º).
O episódio acontece poucos meses após Giovanna oficializar seu casamento. Em março de 2025, ela subiu ao altar em Deerfield Beach, na Flórida, em uma cerimônia que reuniu familiares e amigos. Agora, porém, a jovem afirma acreditar que a relação foi construída sobre interesses que desconhecia.
“Durante todo esse período, confiei plenamente nele e jamais imaginei que nosso relacionamento terminaria da forma como terminou. Olhando para trás, hoje acredito que ele pode ter se casado comigo principalmente para obter benefícios imigratórios, e não porque realmente desejava construir uma vida ao meu lado”, declarou.
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Segundo Giovanna, tudo começou após uma brincadeira considerada ofensiva feita pelo marido. Ela conta que ele afirmou que iria dormir no sofá 'de conchinha' com a própria prima, comentário que gerou desconforto.
“Na manhã seguinte, ao conversarmos sobre o ocorrido da noite anterior, a situação evoluiu para uma discussão”, afirmou.
A discussão teria se intensificado quando Giovanna pediu que ele deixasse o apartamento onde moravam. Nesse momento, segundo seu relato, as agressões físicas começaram.
“Ele me empurrou contra a porta. Assustada com a agressão, eu o empurrei de volta na tentativa de me afastar e me proteger. Imediatamente depois, ele me agarrou, me encurralou, me jogou no sofá, me imobilizou e passou a me agredir fisicamente. Em consequência de suas agressões, fiquei com diversos hematomas pelo corpo.(...) Senti-me intimidada e com medo da situação."
Ainda de acordo com Giovanna, o marido deixou o imóvel logo após a briga e acionou a polícia, alegando que teria sido agredido por ela. Apesar das marcas que afirma ter sofrido durante o confronto, a jovem acabou sendo presa.
Além do trauma emocional, ela relata que a detenção trouxe consequências graves para sua saúde. Sem acesso aos medicamentos indispensáveis ao tratamento após o transplante cardíaco, seu quadro clínico piorou rapidamente, tornando necessária a internação logo após sua liberação.
Giovanna afirmou que foi informada de que não poderá retornar ao apartamento onde vivia e que seus documentos pessoais permaneceram com o marido, dificultando ainda mais sua situação nos Estados Unidos.
“Acredito que fui vítima de violência doméstica e peço que meu relato seja integralmente investigado, incluindo as circunstâncias que envolveram o nosso casamento e minha convicção de que meu marido se casou comigo principalmente para obter benefícios imigratórios.”
Até o momento, não há informação pública sobre a versão apresentada pelo marido de Giovanna após as declarações da brasileira.