Foi dada como morta há uma década: a peça polêmica que encontrou seu 'esconderijo perfeito' no guarda-roupa das fashionistas
Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 17:44
Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
Inspirada no tradicional 'pão francês', esse item se popularizou ainda mais com a série 'Sex and The City'. Acessório icônico dos anos 1990, volta com tudo hoje
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Quem viveu os anos 1990 certamente se lembra dela. Pequena, charmosa e usada bem coladinha ao corpo, a bolsa Baguette foi considerada ultrapassada por muitos durante um bom tempo. Mas como a moda é cíclica e adora um retorno triunfal, o acessório voltou com força total e reconquistou seu espaço entre as fashionistas, provando que alguns clássicos apenas aguardam o momento certo para brilhar novamente.

Popularizada na série repleta de referências fashionistas “Sex and the City”, a peça ganhou status de objeto de desejo e virou símbolo de estilo. E agora, décadas depois, ressurge como queridinha de uma nova geração, além de continuar encantando quem já conhece bem seu poder.

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O que faz da Baguette da Fendi um ícone tão desejado?

O modelo icônico da Fendi nasceu em 1997, criado por Silvia Venturini Fendi, diretora artística e integrante da terceira geração da família à frente da marca. Segundo informações do site FFW, a bolsa surgiu em um momento em que as tendências eram dominadas por modelos grandes e estruturados, como a tote de couro preferida por Carolyn Bessette Kennedy.

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Na contramão do que era moda, a Baguette apostou na suavidade e no tamanho compacto. O nome não é por acaso. A inspiração veio do “pão francês”, tradicionalmente carregado sob o braço, exatamente como a bolsa passou a ser usada. Pequena e prática, ela foi definida por Venturini como “Pequena, mas perfeita para carregar os essenciais”. Sobre o processo criativo, ela revelou à Elle US: “Eu tinha tanta certeza da atitude desta alça curta que poderia ser parte do seu corpo”.

De série de TV a símbolo cultural

Se já era estilosa, a Baguette virou fenômeno mundial graças à personagem Carrie Bradshaw, vivida por Sarah Jessica Parker em “Sex and the City”. Em uma das cenas mais marcantes da série, ao ser abordada por um assaltante, ela corrige o criminoso ao dizer que o objeto não era apenas uma bolsa comum: “É uma Baguette”. A fala transformou o acessório em verdadeiro ícone cultural.

Anos depois, a peça voltou aos holofotes na 5ª temporada de “Emily em Paris”. A protagonista Emily Cooper, interpretada por Lily Collins, enfrenta um grande perrengue ao apresentar ideias para uma campanha da Fendi envolvendo justamente uma nova Baguette.

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Por que ela voltou com tudo?

Para Silvia Venturini Fendi, o segredo da longevidade do acessório está na sua identidade forte. “Considero a Baguette um manifesto do individualismo, pois ela é sempre a mesma, mas sempre diferente, sem nunca perder sua identidade. Independentemente do que fizermos com ela, sua personalidade e o prazer de usá-la permanecem intactos. Ela te protege e você a protege”, afirmou.

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