Carolina Dieckmmann, que recentemente explicou por que recusou entrevistas sobre os documentários de Preta Gil, acabou se envolvendo em uma baita polêmica por causa da Argentina na Copa do Mundo de 2026. Na contramão de muitos brasileiros que "secaram" os hermanos na semifinal contra a Inglaterra, a atriz declarou publicamente sua torcida pela seleção de Lionel Messi e chegou a comemorar a classificação para a final, sendo detonada nas redes sociais!
Parte dos internautas criticou a postura da artista diante das recentes acusações de racismo envolvendo torcedores argentinos durante a Copa e do histórico de episódios semelhantes ligados ao futebol do país. Para muitos, a manifestação de apoio à seleção soou como uma tentativa de minimizar essas polêmicas.
Nesta quinta-feira (16), porém, Carolina compartilhou uma reflexão sobre discriminação racial e deixou claro que, na visão dela, não faz sentido associar o racismo exclusivamente à Argentina, já que o preconceito não conhece fronteiras.
"Torcer contra a Argentina faz parte do jogo. Vincular racismo à Argentina é ignorar que o racista não respeita fronteiras ou torcidas. Quer lutar contra o racismo? Começa mostrando para o coleguinha ao lado, para o vizinho, para os familiares que o racismo deles é inaceitável. Só não usa camisa azul e branca", dizia o texto publicado pela atriz.
Na sequência, Carolina ainda fez questão de defender que a própria seleção argentina também se manifeste sobre o tema. "E, no mais, torço para que o Messi e sua seleção se posicionem. Racismo é crime", escreveu, marcando o jogador.
Mais tarde, ela publicou um vídeo se posicionando ainda mais fortemente. Recitando um texto da pesquisadora e psicóloga Lia Vainer Schucman, ela relembrou vários países que tiveram atitudes racistas e problemáticas ao longo da história, deixando claro que o preconceito não escolhe um lugar só.
"Minha opinião: cada um torce para quem quiser. Mas, escolher o país que você vai torcer com base em qual seria mais ou menos racista... historicamente não faz muito sentido. A Espanha criou os estatutos de pureza de sangue, perseguiu judeus e árabes, participou do extermínio indígena nas Américas e ainda convive com uma xenofobia brutal contra imigrantes", iniciou, vestida de Brasil.
"Isso sem falar nos ataques recorrentes ao Vini Jr.. A Inglaterra colonizou e saqueou territórios em diferentes continentes. Expropriou o ouro em minérios, e teve papel central no tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A França colonizou grande parte da África e mantém até hoje territórios ultramarinos profundamente desiguais", seguiu.
Ela também falou da Argentina, sem tirar a culpa e o peso histórico que o país carrega dentro desse âmbito. Assista à reflexão completa:
Na quarta-feira (15), a atriz, que interpreta Diná no remake de "A Viagem" para os cinemas, já havia causado repercussão ao celebrar a vitória da Argentina sobre a Inglaterra. "Bye, bye, Inglaterra... Aqui na América do Sul, nós temos Lionel Messi", escreveu em um story.
Dieckmmann também comentou um vídeo publicado por Giovanna Ewbank, que demonstrava torcida pela seleção inglesa. "Eu tô zero assim... Tô com Messi e não abro. Pra mim, primeiro a América do Sul, depois a África... O resto, que vença o melhor!!!", opinou.